Modelos indicam áreas para controle de Drosophila suzukii nos EUA

Estudo combina clima e fenologia para orientar liberações de dois parasitoides

08.09.2026 | 10:39 (UTC -3)
Revista Cultivar

Modelos de adequação de habitat e fenologia indicaram maior potencial de controle biológico de Drosophila suzukii no Noroeste do Pacífico e no Nordeste dos Estados Unidos. O estudo avaliou a coincidência espacial e temporal da praga com os parasitoides Ganaspis kimorum e Leptopilina japonica.

Os dois inimigos naturais ocupam nichos realizados menores em comparação com Drosophila suzukii. Essa diferença pode limitar o estabelecimento em parte do território norte-americano. Os modelos também apontaram maior sensibilidade dos parasitoides a ambientes quentes e secos (doi 10.1127/entomologia/4365).

Avaliação por estados

Oregon e Washington apresentaram alta sobreposição prevista. O mesmo ocorreu em estados do Nordeste, entre eles Connecticut, Delaware, Maryland, Massachusetts, Nova Jersey, Nova York, Pensilvânia e Rhode Island. Ohio e Virgínia Ocidental também registraram condições favoráveis.

No Centro-Oeste e em parte do Sudeste, a sobreposição prevista ficou em nível intermediário, caso de Illinois, Indiana, Michigan, Wisconsin, Kentucky, Carolina do Norte, Tennessee e Virgínia. Boa parte do Sudeste, porém, é altamente adequada para Drosophila suzukii e pouco adequada para os parasitoides. Nas áreas em que há coincidência de habitat, a defasagem no início da atividade sazonal ainda pode reduzir a eficiência do controle. Em grande parte dos Estados Unidos, Drosophila suzukii inicia a atividade entre duas e quatro semanas antes dos parasitoides.

Situação dos parasitoides

Ganaspis kimorum atua como parasitoide especialista de Drosophila suzukii e recebeu autorização para liberações nos Estados Unidos. Leptopilina japonica possui maior gama de hospedeiros e já mantém populações estabelecidas sem introdução intencional em várias regiões, além de estar sob avaliação para liberação intencional.

A validação dos modelos reuniu dados de 134 locais em nove estados, sendo 87 de Drosophila suzukii, 41 de Leptopilina japonica e apenas 6 de Ganaspis kimorum. Os pesquisadores reconhecem que o baixo número de pontos limita a validação para essa última espécie. Os registros de campo apontaram a primeira detecção dos insetos entre 40 e 50 dias após as datas previstas, mas parte dessa diferença é atribuída à própria amostragem, já que a detecção depende da densidade populacional e da eficiência do método de captura. Os cientistas destacam o uso conjunto de adequação climática e fenologia como ferramenta para definir locais e períodos de liberação em programas de controle biológico.

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