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Fibras de PET em concentrações compatíveis com biossólidos reduziram crescimento e teor de clorofila em tomate e, em menor escala, em trigo. Exposição combinada a micro e nanoplásticos também ampliou os efeitos fitotóxicos no tomate. Essas informações constam em pesquisa que também registrou absorção de nanoplásticos envelhecidos pelas plantas, com translocação para raiz e base do caule em ambas as espécies e avanço até o sistema vascular das folhas no tomate. O estudo foi conduzido com trigo e tomate em solo agrícola de textura silte franca.
Os cientistas avaliaram condições consideradas ambientalmente realistas. Eles usaram partículas envelhecidas, concentrações próximas das encontradas em solos agrícolas e biossólidos, além de diferentes polímeros, tamanhos, formas e cenários de exposição individual e mista. Entraram no ensaio fragmentos de polietileno, fibras de polietileno tereftalato e nanoplásticos de poliestireno.
Um dos principais resultados envolve a mobilidade dos microplásticos no perfil do solo. A presença das plantas reduziu a lixiviação de fibras envelhecidas de PET (polietileno tereftalato) e de fragmentos de PE (polietileno). As partículas menores lixiviaram mais do que as maiores. Os cientistas atribuem parte desse efeito à interação das raízes com os plásticos. As imagens de microscopia mostraram fibras aderidas à superfície radicular, sobretudo no entorno de pelos radiculares e na ponta de raízes.
No caso do PET, o contraste entre vasos com planta e vasos sem planta chamou atenção. Sem plantas, de 42% a 65% das partículas de PET presentes no solo migraram via lixiviado. Com plantas, essa faixa caiu para 14% a 26%. Para fragmentos de PE, a lixiviação ficou entre 23% e 48% na ausência de plantas e entre 13% e 21% na presença de plantas. O estudo sugere retenção maior de fibras no solo por ação do sistema radicular.
O tomate respondeu com maior sensibilidade. Na maior concentração ambiental de fibras de PET, equivalente à faixa relatada em biossólidos, o comprimento da parte aérea caiu 67%, o comprimento total das raízes recuou 47% e a biomassa radicular diminuiu 82% frente ao controle. Em trigo, a resposta mais clara ocorreu no sistema radicular, com redução de 39% no comprimento total das raízes na mesma condição.
Os fragmentos de PE e os nanoplásticos de PS, quando avaliados isoladamente nas maiores concentrações testadas, não provocaram mudanças estatisticamente significativas nos parâmetros de crescimento. Mesmo assim, a mistura de materiais ampliou o dano no tomate. A coexposição reduziu 47% do comprimento da parte aérea e 27% do comprimento total das raízes. Os pesquisadores apontam possível efeito aditivo ou sinérgico entre os diferentes materiais plásticos.
O teor de clorofila acompanhou essa tendência. A maior concentração de fibras de PET derrubou esse indicador no tomate e no trigo. Na exposição mista, houve redução de 25% no tomate e de 12% no trigo. O trabalho científico associa a queda de clorofila à perda de desempenho fotossintético e ao comprometimento do crescimento vegetal.
Outro ponto central envolve a absorção de nanoplásticos. Não houve detecção de absorção de partículas pristinas de cerca de 400 nanômetros. Já os nanoplásticos envelhecidos entraram nas plantas. Os sinais apareceram em raiz e base do caule de tomate e trigo. No tomate, os autores também observaram partículas no tecido vascular das folhas. A detecção ocorreu por microscopia de fluorescência e por microscopia eletrônica de varredura.
Segundo os cientistas, a mudança nas características de superfície após o envelhecimento ajuda a explicar esse comportamento. As partículas envelhecidas apresentaram aumento do índice carbonila e carga superficial mais negativa. Esse conjunto pode alterar mobilidade, agregação e interação com tecidos vegetais.
Outras informações em doi.org/10.1007/s11356-026-37686-z
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