Sindiveg anuncia nova diretoria para o triênio 2026-2029
Conselho de Administração agora é presidido por Antonio Mauricio Haddad Marques
O mercado internacional registra nova escalada de tensão geopolítica e impacto direto sobre energia e insumos agrícolas. Declarações recentes de Donald Trump elevaram o risco de conflito com o Irã. O petróleo reagiu com forte alta. O barril WTI supera US$ 110. O Brent alcança US$ 115. Esse movimento pressiona custos de fertilizantes e amplia risco de desabastecimento global.
O setor de fertilizantes enfrenta cenário crítico. Rússia e China sinalizam restrições ou suspensão de exportações. A ureia já acumula valorização próxima de 70%. Produtores precisam antecipar compras para garantir oferta na próxima safra. A disponibilidade de produto surge como principal risco no curto prazo.
No mercado agrícola, Chicago mostra leve sustentação. A soja opera entre 1150 e 1190 pontos. O contrato maio trabalha acima de 1170. O julho supera 1180. O mercado aguarda definições comerciais entre Estados Unidos e China. Um acordo pode destravar volumes próximos de 20 milhões de toneladas da safra antiga e até 25 milhões da nova safra.
O clima no hemisfério norte preocupa. O inverno segue ativo. Nevascas atingem Estados Unidos e leste europeu. O plantio de milho avança com atraso. O trigo de inverno apresenta falhas de germinação. O cenário indica suporte para preços agrícolas no médio prazo.
Na América do Sul, a produção segue dentro da normalidade. O Paraguai alcança cerca de 10,7 milhões de toneladas. A Argentina projeta 48,5 milhões. No Brasil, a colheita de soja atinge 82%. Mato Grosso lidera com 99%. O Rio Grande do Sul avança lentamente, com cerca de 25%. A produção nacional pode atingir entre 176 e 180 milhões de toneladas.
A comercialização no Brasil segue atrasada. Apenas 51% da safra foi negociada. O produtor ainda detém cerca de 87 milhões de toneladas. A necessidade de caixa deve pressionar vendas em abril.
O milho apresenta fundamentos positivos. A demanda global cresce. O Brasil amplia consumo via etanol e ração. O plantio nos Estados Unidos sofre atraso por clima frio. A área deve cair em relação ao ano anterior. A safrinha brasileira deve atingir cerca de 105 milhões de toneladas, abaixo do recorde anterior.
O sorgo ganha espaço. A área pode alcançar 2,2 milhões de hectares. A produção pode chegar a 7,5 milhões de toneladas. A demanda cresce com expansão do etanol e ração.
O trigo mantém valorização. Chicago opera acima de US$ 6 por bushel. No Brasil, preços sobem diante do custo elevado de importação. A área de plantio pode recuar por custos altos e resultado negativo da safra anterior.
O arroz registra firmeza mesmo com colheita em andamento. O Rio Grande do Sul alcança 50% da área colhida. A produtividade mostra bom desempenho. Os preços sobem em março e refletem menor oferta frente ao ciclo anterior.
O feijão também apresenta oferta restrita. A primeira safra caiu para cerca de 800 mil toneladas. O mercado mantém preços elevados. A segunda safra indica novo recuo de produção.
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