Embrapa identifica bactérias que fixam nitrogênio no algodão
Microrganismos apresentaram potencial para substituir parte da adubação nitrogenada e gerar novos bioinsumos
O mercado internacional de grãos iniciou agosto com menor influência das tensões geopolíticas e maior atenção ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos. A melhora das chuvas no Meio-Oeste trouxe alívio para soja e milho. No Brasil, o complexo soja mantém exportações recordes. Produtores também avançam no preparo das áreas para a safra 2026/27.
As tensões entre Estados Unidos e Irã continuam no radar devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz. O petróleo oscila entre 82 e 88 dólares por barril. Apesar da alta frente às semanas anteriores, o movimento perdeu força sobre as cotações dos grãos.
Na soja, Chicago opera de lado. O contrato de setembro tenta sustentar a região de 11,50 dólares por bushel. As posições entre maio e julho de 2027 buscam suporte próximo de 12 dólares por bushel.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, USDA, informou 93% das lavouras de soja em florescimento. A média histórica alcança 91%. A formação de vagens chegou a 74%, diante de média de 69%.
A parcela de lavouras classificadas entre boas e excelentes caiu de 63% para 62%. No ano passado, o índice marcava 68%. As novas chuvas podem interromper a perda de qualidade.
No Brasil, a comercialização da safra atual alcança 76,5%. No ano passado, chegava a 77,5%. A média histórica soma 78%. Os produtores ainda mantêm cerca de 42,3 milhões de toneladas de soja. No ciclo anterior, o volume alcançava 38,5 milhões de toneladas.
A safra nova registra 32% de comercialização. O índice marcava 34% no ano passado e 36% na média histórica. O volume negociado chega a aproximadamente 59,5 milhões de toneladas. Operações de barter e fixações futuras ganharam espaço nas últimas semanas.
Os embarques brasileiros seguem fortes. Nos primeiros cinco dias úteis de agosto, as exportações de soja alcançaram cerca de 2,710 milhões de toneladas. No acumulado do ano, somam 85,7 milhões de toneladas, contra 79,5 milhões de toneladas no mesmo período anterior.
O farelo acumula 16,9 milhões de toneladas exportadas. O óleo chega a 1,7 milhão de toneladas. O complexo soja soma 104,3 milhões de toneladas embarcadas, diante de 95,2 milhões de toneladas no ano passado.
No milho norte-americano, 94% das lavouras chegaram ao florescimento. A média histórica marca 93%. A formação de espigas alcançou 61%, contra média de 55%. O enchimento de grãos chegou a 16%, acima dos 12% históricos.
O USDA manteve 61% das lavouras entre boas e excelentes. No ano passado, o índice alcançava 72%. A qualidade inferior e a redução da área plantada reforçam a expectativa de uma safra menor.
No Brasil, aproximadamente 75% da segunda safra de milho passou pela colheita. No ano passado, o índice alcançava 80%. A média histórica marca 85%. O volume colhido chega a cerca de 82,5 milhões de toneladas, diante de 90,6 milhões de toneladas no ciclo anterior.
No Paraná, excesso de chuva e umidade atrasam os trabalhos. Produtores relatam milho com umidade elevada, grãos ardidos e descontos na comercialização.
As exportações começam a ganhar ritmo. Nos primeiros cinco dias úteis de agosto, os embarques alcançaram cerca de 1,184 milhão de toneladas. No acumulado do ano, somam 11,1 milhões de toneladas, contra 10,2 milhões de toneladas no mesmo intervalo anterior.
O sorgo também ganha importância. Nos Estados Unidos, apenas 35% das lavouras receberam classificação entre boas e excelentes. Na semana anterior, o índice marcava 36%. No ano passado, alcançava 66%.
No Brasil, cerca de 75% da safra já passou pela colheita. A produção projetada varia entre 7,5 milhões e 8 milhões de toneladas, acima das 6,1 milhões de toneladas do ciclo anterior. O cereal amplia espaço no etanol, na alimentação animal e nas exportações.
No trigo, a oferta global apresenta sinais de aperto. Os Estados Unidos colheram 91% do trigo de inverno. No trigo de primavera, 24% da área já passou pela colheita. Cerca de 51% das lavouras aparecem entre boas e excelentes.
As dificuldades na produção norte-americana e no fluxo de trigo da região do Mar Negro sustentam Chicago entre 6,30 e 7 dólares por bushel.
No Brasil, a área plantada fica próxima de 2 milhões de hectares, diante de 2,5 milhões de hectares no ano passado. A produção pode alcançar cerca de 6 milhões de toneladas, após quase 8 milhões de toneladas no ciclo anterior. A redução tende a aumentar a necessidade de importações.
O arroz mostra recuperação de preços. No Rio Grande do Sul, negócios aparecem entre 70 e 80 reais, conforme a região e a qualidade. Em Santa Catarina, as indicações variam entre 63 e 70 reais.
A nova safra ainda gera dúvidas. No Rio Grande do Sul, projeções indicam redução de 5% a 10% na área. Custos de produção, endividamento e preços limitam o plantio. Algumas áreas podem migrar para soja ou pecuária.
No feijão, a queda de preços perdeu força. O carioca de melhor padrão varia entre 250 e 280 reais. O carioca comercial opera entre 240 e 260 reais. O feijão-preto mantém referências entre 190 e 220 reais.
A expectativa aponta feijão mais barato nas novas reposições do varejo em relação a julho. O arroz segue na direção contrária, com recuperação das cotações nas principais regiões produtoras.
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura