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O relatório mensal de oferta e demanda divulgado pelo USDA orienta o mercado global de grãos e indica estabilidade para a soja, com destaque para o avanço expressivo na demanda de farelo.
A produção mundial de soja alcança 427,4 milhões de toneladas. O número supera levemente o dado anterior. O ajuste ocorre principalmente no Paraguai, com safra estimada em 12 milhões de toneladas. Brasil mantém projeção de 180 milhões. Argentina registra 48 milhões. Estados Unidos somam 116 milhões.
A demanda global de soja chega a 425,9 milhões de toneladas. O volume cresce frente ao relatório anterior. Os estoques finais recuam para 124,8 milhões de toneladas. O movimento indica leve ajuste, sem alteração estrutural no balanço global.
O principal destaque surge no farelo de soja. O USDA projeta consumo global de 285,7 milhões de toneladas. O relatório anterior indicava 272,9 milhões. O avanço supera 13 milhões de toneladas. O aumento reflete maior uso em ração.
A China mantém números estáveis. A safra chega a 20,9 milhões de toneladas. As importações somam 112 milhões. O consumo interno alcança 132,9 milhões.
No Brasil, os preços recuam ao longo da semana. Negócios seguem ativos. Produtores buscam liquidez para cumprir compromissos financeiros. O mercado portuário registra valores entre R$129 e R$138 por saca, conforme prazo de entrega.
A colheita da soja atinge 88% da área nacional. Mato Grosso praticamente conclui os trabalhos. Paraná chega a 90%. Rio Grande do Sul alcança 45% e enfrenta perdas pontuais por eventos climáticos.
A comercialização segue abaixo da média histórica. Cerca de 54% da produção possui negociação. O volume disponível ainda soma 82,8 milhões de toneladas. Esse estoque elevado limita movimentos de alta no curto prazo.
O mercado acompanha fatores externos. Possível acordo geopolítico pode pressionar o dólar. O movimento tende a impactar negativamente os preços. Ao mesmo tempo, o aumento de área nos Estados Unidos e maior aproximação comercial com a China ampliam a oferta global no segundo semestre.
As exportações brasileiras mantêm ritmo elevado. O primeiro trimestre acumula 23,5 milhões de toneladas. As projeções para abril indicam embarques acima de 14 milhões de toneladas.
No milho, o USDA eleva produção global para 1,301 bilhão de toneladas. A demanda alcança 1,302 bilhão. O consumo supera a oferta e sustenta o equilíbrio do mercado.
A colheita da primeira safra brasileira atinge 77%. A safrinha apresenta risco climático devido ao plantio fora da janela ideal em parte das áreas.
No trigo, a produção global sobe para 844,2 milhões de toneladas. O consumo estimado em 820 milhões gera excedente e amplia estoques. O cenário limita altas nas cotações internacionais.
O mercado brasileiro de trigo apresenta preços superiores aos do ano anterior. Moinhos relatam dificuldade para repassar custos. O setor enfrenta pressão logística e aumento no frete.
No arroz, a colheita avança no Sul. O Brasil alcança cerca de 67% da área. Os preços mantêm estabilidade com leve viés de alta.
O feijão apresenta baixa volatilidade. O mercado aguarda reposição do varejo. A segunda safra evolui no campo, com expectativa de nova redução de área.
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