FarmENGAGE unifica dados de máquinas e avança no Brasil
Plataforma da PTx conecta frotas mistas e amplia controle operacional no campo
A colheita da soja no Rio Grande do Sul alcançou 38% da área cultivada, impulsionada pelo predomínio de tempo seco, elevada insolação e baixa umidade relativa do ar. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS, a cultura entra na fase final do ciclo, com 42% das lavouras maduras, 19% em enchimento de grãos e apenas áreas residuais em floração.
O teor de umidade dos grãos colhidos, entre 13% e 14%, tem favorecido a eficiência operacional e reduzido descontos na comercialização. O desempenho produtivo é considerado satisfatório na maior parte do estado, embora a irregularidade das chuvas tenha provocado perdas localizadas, especialmente na Metade Oeste.
Áreas com melhor distribuição hídrica e maior nível tecnológico apresentam produtividades mais elevadas. Já em regiões com déficit hídrico em fases críticas, como floração e enchimento de grãos, há redução no porte das plantas, menor número de vagens e grãos de menor massa. A produtividade média está estimada em 2.871 kg por hectare, em uma área de 6,62 milhões de hectares.
A colheita do milho atinge 83% da área no estado, ainda em ritmo inferior ao da soja e do arroz. As lavouras remanescentes estão 7% em fases reprodutivas e 9% em maturação, com condições gerais favoráveis sob tempo firme.
A variabilidade climática ao longo do ciclo resultou em heterogeneidade produtiva. Perdas são mais evidentes em áreas com plantio tardio ou menor nível tecnológico, enquanto lavouras com melhor disponibilidade hídrica apresentam desempenho satisfatório. A produtividade média estadual é estimada em 7.424 kg por hectare, em uma área de 803 mil hectares.
A colheita do milho para silagem alcança cerca de 82% da área, com desempenho produtivo considerado satisfatório. As áreas remanescentes, em enchimento de grãos, têm sido beneficiadas pela recomposição da umidade do solo e menor demanda evaporativa. A produtividade média é estimada em 37.840 kg por hectare, em 345 mil hectares.
A colheita do feijão primeira safra chega a 97% da área, restando apenas áreas de maior altitude. Nessas regiões, o rendimento foi afetado por condições climáticas adversas durante a fase reprodutiva. Nas demais áreas, o desempenho manteve o potencial esperado. A produtividade média é estimada em 1.781 kg por hectare.
Já o feijão segunda safra apresenta evolução regular, com 13% colhido e 18% em maturação. A maior parte das lavouras está em fases reprodutivas, com bom estado fitossanitário e desenvolvimento favorecido pela umidade do solo, apesar da irregularidade das chuvas.
A colheita do arroz atinge cerca de 70% da área no estado, beneficiada por condições climáticas favoráveis. As produtividades confirmam bom desempenho, sustentado por adequada radiação solar e manejo hídrico ao longo do ciclo.
No entanto, há registros de heterogeneidade na qualidade dos grãos, com impactos na presença de impurezas e no rendimento industrial. A área cultivada soma 891,9 mil hectares, com produtividade projetada em 8.744 kg por hectare. A colheita deve se estender até o final de abril.
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