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O manejo adequado dos grãos após a colheita é um dos fatores que influenciam diretamente a manutenção da qualidade do produto, a redução de perdas e a eficiência econômica das propriedades rurais. Procedimentos como a correta regulagem das máquinas, a determinação da umidade, a secagem e o armazenamento exigem acompanhamento para evitar desperdícios e problemas que possam comprometer a produção.
A adoção de tecnologias também amplia as possibilidades de controle durante essa etapa. Sensores para monitoramento de temperatura e umidade, por exemplo, permitem identificar alterações no ambiente de armazenamento antes que elas afetem a qualidade dos grãos. Sistemas automatizados de aeração e secagem podem contribuir para o uso mais racional de equipamentos, energia e combustíveis.
Para o extensionista rural da Emater/RS, Rodrigo Sasso, soluções adaptadas à realidade das pequenas propriedades podem ampliar a autonomia das famílias produtoras no pós-colheita. Entre as alternativas está o uso de silos secadores que permitem realizar a secagem e o armazenamento dos grãos na própria propriedade.
“O modelo de silo secador que é apresentado garante para a pequena propriedade a possibilidade de secar e armazenar esse grão na propriedade. É uma construção simples, feita de alvenaria, com capacidade a partir de 500 até 3 mil sacos, que possui um sistema de aeração e permite que o fluxo de ar seque os grãos de forma natural”, explica.
Além do uso de equipamentos e tecnologias, práticas básicas de manejo permanecem importantes. O acompanhamento das perdas ainda durante a colheita, a medição adequada da umidade dos grãos, a limpeza e a classificação do produto e os cuidados durante o armazenamento ajudam a preservar sua qualidade.
A eficiência dos processos de pós-colheita também está relacionada à sustentabilidade da atividade. Sistemas de secagem mais precisos podem reduzir o consumo de energia e combustíveis, enquanto a diminuição das perdas contribui para evitar o desperdício dos recursos empregados ao longo do ciclo produtivo.
Segundo Sasso, a manutenção dos grãos na própria propriedade pode ainda representar uma estratégia de segurança para as famílias produtoras, ao possibilitar a formação de reservas econômicas, energéticas e alimentares.
As tecnologias e práticas voltadas à secagem e ao armazenamento de grãos estarão entre os temas apresentados durante a 49ª Expointer, que será realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). As atividades devem abordar alternativas para reduzir perdas no pós-colheita, otimizar o uso de energia e aperfeiçoar o armazenamento da produção.
O evento também tratará de práticas de manejo, como a regulagem das máquinas durante a colheita, o monitoramento das perdas no campo, a determinação da umidade e os procedimentos de limpeza, classificação e armazenamento dos grãos.
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