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A colheita nacional da safra 2025/2026 da maçã foi oficialmente aberta neste final de semana, em Vacaria (RS), marcando o início de um ciclo caracterizado pela retomada dos volumes produtivos e pela alta qualidade dos frutos. A abertura ocorreu em um pomar da Rasip Agro e reuniu autoridades, produtores e representantes do setor.
Maçãs maiores, com excelente coloração, boa suculência e equilíbrio entre açúcar e acidez são algumas das características que devem marcar a safra, resultado de condições climáticas mais favoráveis ao longo do ciclo produtivo. O cenário contribui para agregar valor tanto no mercado interno quanto nas exportações.
De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), a produção nacional deve alcançar entre 1,05 milhão e 1,15 milhão de toneladas, volume que representa a recuperação do setor após dois anos de safras abaixo da média histórica.
Segundo o presidente da ABPM, Francisco Schio, o momento é de consolidação da qualidade aliada à retomada da produção. “Esta safra sinaliza a volta a volumes mais próximos da normalidade, com um diferencial importante de qualidade. Temos maçãs com excelente padrão visual, sabor equilibrado e alto nível de tecnificação no campo, o que fortalece a competitividade do Brasil”, afirmou.
O diretor executivo da entidade, Moisés Lopes de Albuquerque, destacou que os resultados refletem planejamento, tecnologia e resiliência do setor. “A safra mostra que, mesmo diante das adversidades, o setor segue forte, organizado e comprometido com a qualidade, a sustentabilidade e o desenvolvimento do país. A maçã brasileira é fruto de trabalho, ciência e coragem”, disse.
Representando a indústria, o presidente executivo da RAR Agro & Indústria, Sergio Martins Barbosa, reforçou o impacto positivo das condições climáticas mais próximas da normalidade. “Isso se reflete em frutas de excelente qualidade, bom sabor e alto potencial de conservação, fortalecendo a competitividade da maçã brasileira”, avaliou.
Durante a abertura da safra, também foi destacada a ampliação das exportações brasileiras de maçã. A projeção para 2025/2026 é de 60 mil toneladas embarcadas, sendo cerca de 40 mil toneladas originárias do Rio Grande do Sul e 20 mil toneladas de Santa Catarina.
Atualmente, a maçã brasileira é exportada para mais de 20 países, entre eles Índia, Portugal, Irlanda, Emirados Árabes Unidos, Rússia, Reino Unido, Bangladesh, Países Baixos e Arábia Saudita. “As exportações são essenciais para o equilíbrio do setor, especialmente durante a safra, quando a oferta interna é maior”, ressaltou Moisés Lopes de Albuquerque.
O superintendente federal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Rio Grande do Sul, José Cleber Dias de Souza, destacou o papel do setor e das políticas públicas na consolidação da fruticultura nacional. “É uma responsabilidade dar continuidade e aperfeiçoar esse trabalho, auxiliando o Brasil a manter a condição de exportador, após deixar de ser importador a partir da década de 1970. O Ministério da Agricultura tem contribuição fundamental nesse processo”, afirmou.
Após a solenidade de abertura, os participantes realizaram uma visita técnica à unidade da Embrapa em Vacaria, fortalecendo o diálogo entre produtores, pesquisadores e gestores públicos sobre inovação, produtividade e sustentabilidade na cadeia da maçã.
O evento reuniu lideranças do setor público e privado, incluindo representantes da ABPM, Rasip Agro, Embrapa, Mapa, Governo do Rio Grande do Sul, além de prefeitos, parlamentares e autoridades locais e estaduais.
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