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Uma nova linhagem da bactéria Photorhabdus luminescens alcançou até 90% de mortalidade do ácaro Tetranychus truncatus em testes de laboratório. O resultado superou o desempenho de uma linhagem já conhecida e indica potencial para uso em manejo integrado de pragas.
Os pesquisadores compararam as linhagens 0805-P2R e 2103-RUVI. A 2103-RUVI foi isolada de nematoides entomopatogênicos coletados no sul de Taiwan. A equipe avaliou crescimento bacteriano, atividade proteolítica e efeito acaricida contra T. truncatus, espécie com histórico de resistência a acaricidas.
O melhor resultado ocorreu com o uso do sobrenadante da cultura da linhagem 2103-RUVI. Em 72 horas, a mortalidade atingiu 90%. Nas mesmas condições, a linhagem 0805-P2R chegou a 83%. As culturas inteiras apresentaram desempenho inferior em ambas as linhagens.
O estudo utilizou o método Taguchi para otimizar o meio de cultivo. A formulação mais eficiente combinou 0,4% de amido solúvel, 2,5% de sacarose, 1,5% de leite em pó e 0,4% de extrato de levedura e aminoácidos. Esse meio promoveu alta densidade celular, atividade enzimática consistente e maior efeito acaricida.
A análise histopatológica dos ácaros tratados mostrou danos severos no trato digestivo. As alterações incluíram desorganização celular, degradação de tecidos do intestino médio posterior e comprometimento de estruturas nervosas. Esses efeitos apareceram com maior intensidade nos tratamentos com a linhagem 2103-RUVI.
A análise genômica revelou genes exclusivos da 2103-RUVI que codificam a fosfoporina PhoE. Esses genes não apareceram na linhagem 0805-P2R. Os autores associam a presença dessas proteínas à maior virulência observada, embora indiquem a necessidade de validação funcional.
Os pesquisadores destacam que o uso de sobrenadantes, sem aplicação de células vivas, pode facilitar o desenvolvimento de bioacaricidas comerciais. O meio formulado com insumos simples, como leite em pó e amido, também reduz custos de produção.
Outras informações em doi.org/10.3390/agriculture16030327
O brilho dos anjos ("angel's glow") foi um fenômeno ocorrido na Batalha de Shiloh (1862), na Guerra da Secessão dos Estados Unidos. Cerca de 16.000 soldados feridos ficaram abandonados no campo de batalha por dois dias, sob chuva e frio intenso. As feridas de vários soldados brilhavam no escuro, apresentando melhor cicatrização. Em 2001, descobriu-se que a causa era a bactéria bioluminescente Photorhabdus luminescens.
A explicação reside na simbiose: a bactéria, transportada por nematódeos do solo, entrou nas feridas dos soldados. Devido à hipotermia causada pelo frio e chuva, a temperatura corporal baixou o suficiente para a bactéria sobreviver. Uma vez instalada, ela produziu antibióticos naturais que eliminaram patógenos perigosos, como a gangrena, "limpando" a infecção enquanto emitia um brilho azulado.
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