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A liberação de fêmeas estéreis junto aos machos, conhecida como liberação bissexuada, controla Drosophila suzukii com eficácia semelhante à liberação apenas de machos. A conclusão vem de experimento conduzido por pesquisadores franceses com uso da Técnica do Inseto Estéril (TIE). O estudo comparou os efeitos da liberação unissexuada e bissexuada em ambientes simulados de cultivo protegido.
Foram utilizados machos e fêmeas estéreis obtidos por radiação de moscas de laboratório. Os insetos férteis, coletados em cerejas infestadas no sul da França, foram introduzidos em gaiolas com plantas artificiais, substratos de alimentação e simulação de ritmo circadiano. O ambiente foi projetado para imitar condições naturais e favorecer o comportamento típico da espécie.
A taxa de fêmeas férteis que geraram descendentes caiu de 84% (controle) para 46% na liberação unissexuada e 45% na bissexuada. A diferença entre os dois tratamentos com TIE não foi estatisticamente significativa. A análise foi reforçada pela dissecação das espermatecas, que confirmou o acasalamento nas fêmeas que não produziram larvas.
As liberações bissexuadas não reduziram a taxa de acasalamento nem aumentaram a fecundidade das fêmeas selvagens. A inclusão das fêmeas estéreis tampouco causou desvios de comportamento nos machos estéreis, como preferência por parceiras de mesma origem. O estudo também não encontrou impacto negativo relacionado ao uso do espaço na gaiola nem à diferença de ritmos entre linhagens selvagens e de laboratório.
Os autores destacam que, embora os resultados tenham sido obtidos em gaiolas de 20 centímetros cúbicos, configurações maiores com plantas reais em estufas reforçaram a validade do experimento.
Não foram observadas picadas ou oviposição por fêmeas estéreis em frutas, sinalizando baixo risco de dano comercial. Experiência de campo de pesquisadores franceses e austríacos reforça essa percepção. Apesar da ausência de testes formais sobre esse aspecto, o comportamento das fêmeas estéreis indica que não há necessidade de sistemas de sexagem para aplicação da TIE em cultivos protegidos.
O estudo sugere que técnicas genéticas ou sistemas robóticos para separação de sexos podem ser descartados em programas de controle da D. suzukii em sistemas confinados. A dispensa dessa etapa representa economia e simplificação logística importante para programas de manejo integrado com TIE.
Mais informações em doi.org/10.1002/ps.70569
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