John Deere lucra US$ 656 milhões no 1º trimestre fiscal de 2026

Receita cresce 13%; empresa eleva projeção anual para até US$ 5 bilhões

19.02.2026 | 10:18 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Jen Hartmann

A Deere & Company registrou lucro líquido de US$ 656 milhões no primeiro trimestre fiscal de 2026. O valor representa queda de 25% ante igual período de 2025. A receita líquida e receitas totais somaram US$ 9,611 bilhões, alta de 13% na comparação anual.

O lucro por ação diluído atingiu US$ 2,42. No mesmo trimestre do ano anterior, o indicador marcou US$ 3,19.

As vendas líquidas alcançaram US$ 8,001 bilhões. No primeiro trimestre de 2025, a companhia faturou US$ 6,809 bilhões.

A empresa elevou a projeção de lucro líquido para o ano fiscal de 2026. A estimativa varia de US$ 4,5 bilhões a US$ 5,0 bilhões.

No segmento de Produção e Agricultura de Precisão, a receita somou US$ 3,163 bilhões. O valor representa alta de 3%. O lucro operacional caiu 59% e fechou em US$ 139 milhões. Tarifas mais altas, mix de vendas desfavorável e maiores despesas com garantia pressionaram o resultado.

Em Pequena Agricultura e Jardinagem, a receita alcançou US$ 2,168 bilhões. O avanço chegou a 24%. O lucro operacional cresceu 58% e atingiu US$ 196 milhões. Maior volume de embarques e realização de preços impulsionaram o desempenho, apesar do impacto de tarifas.

O segmento de Construção e Florestal registrou receita de US$ 2,670 bilhões. O crescimento atingiu 34%. O lucro operacional avançou 111% e somou US$ 137 milhões. A empresa atribuiu o resultado a maiores volumes e ganhos de eficiência produtiva.

A divisão de Serviços Financeiros reportou lucro líquido de US$ 244 milhões. O aumento foi de 6%. Spreads de financiamento favoráveis e menor provisão para perdas de crédito contribuíram para o resultado.

Para 2026, a companhia projeta queda de 15% a 20% no mercado de grandes máquinas agrícolas nos Estados Unidos e Canadá. Em pequena agricultura e jardinagem na região, a expectativa varia de estabilidade a alta de 5%. Na América do Sul, a empresa prevê recuo de cerca de 5% em tratores e colheitadeiras.

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