Seca avança e atinge 68% do território brasileiro em novembro
Monitor de Secas aponta intensificação no Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste e alívio parcial no Sul
O mês de janeiro de 2026 deverá ser marcado por irregularidade na distribuição das chuvas e temperaturas acima da média em grande parte do Brasil, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Os volumes mais elevados de precipitação devem se concentrar na Região Norte, no oeste do Centro-Oeste e em áreas da Região Sul, enquanto partes do Nordeste, Sudeste e do leste do Centro-Oeste tendem a registrar chuvas abaixo da média climatológica.
Na Região Norte, os acumulados podem ficar até 50 milímetros acima da média histórica em estados como Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e em áreas do Pará, favorecendo a reposição da umidade do solo e o desenvolvimento das lavouras de primeira safra e das pastagens. No entanto, em áreas como o centro-sul do Tocantins e o sul de Roraima, a previsão é de volumes próximos ou abaixo da média, o que exige atenção ao manejo hídrico, especialmente diante da expectativa de temperaturas mais elevadas.
No Nordeste, predominam condições de chuva abaixo da média em praticamente toda a Bahia, no centro-sul do Piauí, no centro do Maranhão e no oeste de Pernambuco, cenário que pode impor dificuldades à agricultura de sequeiro, como milho e feijão. Em contrapartida, áreas pontuais da Paraíba, Alagoas, Ceará, Piauí e Maranhão podem registrar precipitações acima da média, favorecendo o desenvolvimento das culturas e da fruticultura irrigada.
Para o Centro-Oeste, a previsão indica volumes de chuva acima da média em grande parte de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o que tende a beneficiar lavouras em fases de desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos. Em Goiás, contudo, há previsão de chuvas próximas ou abaixo da média em algumas áreas, elevando o risco de restrição hídrica em períodos críticos do ciclo das culturas.
No Sudeste, os acumulados acima da média previstos para o estado de São Paulo e o sul de Minas Gerais devem favorecer a reposição da umidade do solo, com reflexos positivos para grãos, cana-de-açúcar e café. Já em grande parte de Minas Gerais, no Espírito Santo e no centro-norte do Rio de Janeiro, a combinação de chuvas abaixo da média e temperaturas mais altas pode limitar a disponibilidade hídrica e afetar o desenvolvimento inicial das lavouras.
Na Região Sul, a expectativa é de chuvas acima da média na maior parte dos estados, associadas a temperaturas próximas ou levemente superiores à climatologia. Esse cenário tende a favorecer as culturas de verão e a recuperação das pastagens. Exceções ocorrem no sul do Rio Grande do Sul, onde volumes menores de chuva e maior incidência de radiação solar podem beneficiar as operações de campo e o desenvolvimento do arroz irrigado.
De forma geral, o Inmet alerta que o predomínio de temperaturas acima da média em quase todo o país pode intensificar a evapotranspiração e aumentar o risco de estresse térmico, reforçando a importância do monitoramento climático e do manejo adequado das lavouras ao longo do mês.
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