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Uma reunião global da International Standartization Organization (ISO) na cidade de Edmonton, Canadá, ocorre no período de 24 a 28 de agosto. Segundo os organizadores, o objetivo é o de avançar em novos parâmetros integrados às normas ISO 27065 e ISO 18889, para vestimentas protetivas agrícolas e luvas de proteção, respectivamente. Tais acessórios são utilizados globalmente na aplicação de agroquímicos ou defensivos agrícolas, e têm sido objeto de pesquisa de ponta visando a elevar a segurança do trabalho rural.
Durante o evento, o pesquisador brasileiro Hamilton Ramos fará uma apresentação técnica, como representante da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), sobre os avanços registrados por trabalhos realizados, no Brasil, em torno dessas duas normas da ISO.
Ramos está à frente do programa IAC-Quepia de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). A iniciativa resulta de uma parceria entre a Divisão Avançada de Engenharia (DEA)e Automação do Instituto Agronômico (IAC), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP e o setor privado.
Sediado no centro de pesquisas da DEA, na paulista Jundiaí, o programa ‘Quepia’ se dedica há quase vinte anos a estudos ancorados no aprimoramento da segurança do trabalho rural, de acordo com Ramos.
“As normas ISO 27065 e ISO 18889 são relativamente novas. Antes delas, as normas existentes não se atrelavam ao manuseio de agroquímicos”, destaca Ramos. “A revisão constante dessas certificações para vestimentas e luvas é relevante, na medida em que seu aprimoramento tende a elevar continuamente os padrões de segurança do trabalho rural em lavouras de todo o mundo”, ele acrescenta.
“O padrão de qualidade empregado na fabricação de vestimentas de proteção e de luvas define o maior ou o menor risco de exposição de um trabalhador aos agentes químicos da pulverização agrícola, daí a importância de a pesquisa científica evoluir continuamente na proteção da mão de obra rural”, finaliza Ramos.
A Divisão Avançada de Engenharia e Automação do IAC completou 56 anos em julho último. Nas últimas duas décadas, a instituição de pesquisas de Jundiaí se notabilizou por seu pioneirismo no desenvolvimento de tecnologias estratégicas para aplicação de defensivos agrícolas e proteção ao trabalhador rural.
Tiveram origem na DEA os programas Adjuvantes da Pulverização, Aplique Bem, IAC-Quepia (EPI agrícolas), Drones SP e Unidade de Referência em Produtos Químicos e Biológicos, reconhecidos dentro e fora do país por transferir resultados relevantes a agricultores e empresas.
Financiados com recursos privados, tais programas cobrem todo o espectro de operações envolvendo o manejo tecnológico e seguro de defensivos agrícolas.
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