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Populações de Bemisia tabaci MED coletadas em áreas de hortaliças na China apresentaram resistência a tiametoxam, tiacloprido e nitenpiram. O estudo identificou o gene CYP402C5 como componente central desse mecanismo. A enzima codificada pelo gene metabolizou os três inseticidas em ensaios in vitro.
Os pesquisadores avaliaram 11 populações de campo entre 2024 e 2025. A resistência ao tiametoxam variou de 4,58 a 40,05 vezes em relação à linhagem suscetível. Para o tiacloprido, os índices alcançaram 99,85 vezes. No caso do nitenpiram, uma população apresentou resistência de 110,69 vezes.
A análise transcriptômica detectou expressão elevada de CYP402C5 nas populações resistentes. O silenciamento do gene por interferência de RNA aumentou a mortalidade dos insetos após a exposição aos três neonicotinoides. O procedimento teve pouco efeito na linhagem suscetível.
Os ensaios bioquímicos confirmaram a atividade metabólica da CYP402C5. Na presença de NADPH, a enzima reduziu os níveis de tiametoxam em 13,7%, de tiacloprido em 25,1% e de nitenpiram em 28,9%. A equipe também identificou um metabólito derivado do nitenpiram, evidência direta da transformação do composto.
Os resultados indicam participação da CYP402C5 na resistência cruzada de Bemisia tabaci. O gene pode apoiar programas de monitoramento molecular e orientar estratégias de manejo da resistência a neonicotinoides (DOI 10.1016/j.pestbp.2026.107287).
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