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A amplitude metabólica aumenta a capacidade do fungo Metarhizium robertsii de infectar insetos e colonizar raízes. O resultado aparece em estudo da Universidade de Maryland. Os pesquisadores Huiyu Sheng e Raymond J. St. Leger compararam linhagens antigas e recentes do fungo. A equipe avaliou genomas, virulência, colonização de raízes, atividade de toxinas e crescimento em 95 nutrientes. O trabalho indica ausência de compensação entre patogenicidade e endofitismo. As duas características avançam juntas quando o fungo utiliza mais fontes de carbono (DOI 10.1073/pnas.2608694123).
As linhagens com maior amplitude metabólica cresceram em mais açúcares, aminoácidos e ácidos orgânicos. Elas germinaram rápido sobre a cutícula de insetos e raízes. Também mataram insetos com mais rapidez. Algumas apresentaram atividade de destruxinas. Após a morte do inseto, cresceram em forma de hifas até raízes próximas.
As linhagens divergentes há pelo menos 6 milhões de anos seguiram outra estratégia. Elas mataram insetos devagar. Depois, multiplicaram-se no hospedeiro e produziram muitos esporos. Esse comportamento favorece a persistência até o encontro com novo hospedeiro.
O estudo reposiciona fungos entomopatogênicos como organismos com competência ambiental ampla. A mesma base nutricional sustenta a ação contra insetos e a associação com plantas. Segundo St. Leger, a versatilidade desses fungos começa no metabolismo.
Os resultados podem orientar a escolha de linhagens para uso agrícola. Fungos com metabolismo amplo podem favorecer supressão rápida de pragas, colonização de raízes e promoção do crescimento vegetal. Linhagens com alta esporulação podem atender estratégias de controle de pragas por prazo maior.
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