Biodiesel pode elevar demanda por soja em MS
Mistura maior deve impulsionar investimentos e indústria, aponta a Aprosoja-MS
O valor do frete praticado no país fechou o mês de março com aumento de 5,01% frente a fevereiro, em meio a um contexto de aumento de demanda, alta dos combustíveis, decorrente da guerra no Irã, e por ajustes de tabela promovido pela ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre). Frente a março de 2025, o reajuste foi de 8,33%. Os dados são do Frete Insights, levantamento produzido pela Frete.com, maior plataforma online de transporte de cargas rodoviárias da América Latina.
O valor médio do frete praticado no país fechou março em R$ 0,403 por tonelada/km rodado, depois de ter registrado quedas expressivas em janeiro (-9,49%) e fevereiro (-3,35%).
De acordo com o levantamento, no 1º trimestre de 2026, a competição por caminhões continuou sustentando os valores acima do observado no ano anterior. A tarifa média consolidada saltou de R$ 0,359 no 1º trimestre de 2025 para R$ 0,395 no trimestre atual, registrando um crescimento de 10% na variação anual.
O agro é o setor que lidera a demanda de fretes rodoviários no país respondendo por 47,4% do volume contratado no primeiro trimestre do ano. Frente ao 4º trimestre de 2025, o volume contratado pelo segmento cresceu 59,8%. No comparativo com o 1º trimestre de 2025, no entanto, houve queda de 8,7%.
A indústria, por sua vez, respondeu por 22,3% do volume total de fretes contratados (crescimento de 1,1% frente a igual período do ano anterior). Já o setor de construção civil, que hoje responde por 7,5% do volume, mostrou sobrevida no curto prazo (+4,4% ante o 4T25), mas segue acumulando uma retração de -23,2% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. Outros segmentos responderam por 22,8% do volume.
O Frete Insights aponta que a região Centro-Oeste foi destaque no 1º trimestre de 2026, com crescimento de 61,74% no comparativo com o 4º trimestre de 2025 e expansão de 12,85% frente ao 1º trimestre de 2025, puxado pela demanda do agronegócio. A região respondeu por 26,90% do volume de fretes do país.
Na região Sudeste, que representa 38,68% da demanda nacional de fretes, o crescimento foi menor: 0,65% no comparativo com o 1º trimestre do ano passado e 5,96% em relação ao último trimestre de 2025.
O Sul, a terceira maior região em demanda, (com 20,64% do total nacional) registrou alta de volume de 17,89% frente ao 4º trimestre do ano anterior e queda de 25,78% frente ao 1º trimestre de 2025.
O Nordeste ficou com 11,11% da demanda total, enquanto a região Norte, mesmo com forte expansão de 92,47% frente ao 4º trimestre de 2025, tem apenas 2,67% da demanda no país.
De acordo com o Frete Insights, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso respondem pelo maior volume de fretes contratados no país no 1º trimestre de 2026. São Paulo é o maior demandante, com 20,05% do total nacional, seguido por Minas (14,91%) e Mato Grosso (12,03%).
Na variação anual, o cenário revela recordes isolados em estados com baixa tração logística. Acre com alta de 108% e Amapá com 98% lideram o crescimento, mas juntos não alcançam sequer 0,1% do volume total. O avanço de impacto real vem do Mato Grosso com 44%, que alia crescimento expressivo à sua importância estrutural como origem do fluxo de escoamento para os portos.
O relatório também aponta que os caminhões tipo graneleiro registraram aumento de 10,38% no valor do frete no comparativo do 1º trimestre de 2026 com igual período de 2025. Puxado pela demanda do agro, o valor do frete passou de R$ 0,308 para R$ 0,340 por tonelada/km rodado no período analisado.
Enquanto isso, baú, sider e grade baixa lideram os valores no preço do frete com 0,645, 0,530 e 0,502 respectivamente no primeiro trimestre do ano.
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