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Formigas da espécie Temnothorax rugatulus apresentam aprendizado associativo mais rápido quando atuam em colônias. Experimentos compararam indivíduos isolados com grupos completos. Resultados indicam vantagem coletiva nas fases iniciais de aquisição e reversão de associações visuais ligadas à presença de alimento.
Pesquisadores treinaram formigas para associar pistas visuais ao alimento. Um corredor continha alimento e sinal visual positivo. Outro corredor não oferecia recurso. Testes mediram tempo gasto em cada opção ao longo de 17 sessões, divididas entre aquisição e reversão.
Colônias apresentaram maior taxa de acerto nas primeiras sessões. Diferença apareceu logo no início da fase de aquisição. Análise estatística indicou efeito significativo da condição coletiva. Interação entre sessões e condição também mostrou relevância. Após algumas sessões, desempenho convergiu entre tratamentos.
Na fase de reversão, padrão semelhante ocorreu. Formigas em grupo ajustaram comportamento mais rápido após inversão das pistas. Primeiras três sessões exibiram vantagem clara das colônias. Posteriormente, níveis de acerto ficaram próximos aos dos indivíduos isolados.
Observações indicaram maior permanência de formigas em grupo no corredor com alimento durante treinos. Proporção média atingiu 0,77 na aquisição para colônias, contra 0,66 em indivíduos. Na reversão, valores chegaram a 0,69 e 0,56, respectivamente.
Comportamento de recrutamento contribuiu para esse resultado. Pesquisadores registraram corridas em tandem, forma de comunicação direta entre operárias. Uma formiga guia outra até o recurso. Número de eventos concentrou-se nas primeiras sessões de cada fase.
Esse mecanismo gera feedback positivo. Mais indivíduos visitam o local com alimento. Novas formigas iniciam recrutamento. Processo amplia diferenças iniciais e acelera aprendizado coletivo.
Taxa de forrageamento apresentou variação. Indivíduos isolados visitaram corredores em 49,3% das sessões. Colônias registraram 45,9%. Diferença não mostrou significância estatística. Divisão de trabalho nas colônias pode explicar menor frequência de visitas individuais.
Resultados contrariam previsão inicial baseada em modelo teórico. Expectativa indicava atraso em grupos durante aquisição. Dados mostram efeito oposto. Interações sociais forneceram informação útil desde o início do processo.
Os cientistas destacam implicações ecológicas. Ambientes com mudança rápida de recursos exigem adaptação ágil. Colônias podem abandonar áreas degradadas com maior eficiência. Capacidade de reaprender rotas favorece exploração de novos locais.
Outras informações em doi.org/10.1098/rstb.2024.0442
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