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A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) criticou a ausência de medidas concretas para o agronegócio durante a abertura da Agrishow 2026, realizada neste domingo (26), em Ribeirão Preto (SP). Em nota, o presidente da entidade, Tirso Meirelles (na foto), classificou a data como o “dia do não anúncio”.
Segundo a federação, o setor produtivo chegou à feira com expectativa de anúncios estruturantes, mas ouviu, novamente, promessas sem prazos definidos ou mecanismos claros de execução. Entre os temas citados estão renegociação de dívidas, seguro rural e crédito mais acessível.
“Quando todo o setor esperava medidas efetivas, o que vimos foram intenções já conhecidas. O produtor precisa de ações concretas e segurança jurídica, não de novas promessas”, afirmou Meirelles, em comunicado.
A Faesp também defendeu a construção de um plano de Estado de longo prazo para o agronegócio brasileiro. De acordo com o presidente, políticas pontuais e sazonais não atendem às necessidades do setor, que demanda previsibilidade para sustentar investimentos e manter a competitividade.
A proposta da entidade é a criação de um “Plano Brasil”, com horizonte de 10 a 20 anos, contemplando ações de curto, médio e longo prazo. “É essencial uma estratégia que ultrapasse governos e garanta apoio contínuo ao produtor rural”, disse.
Por fim, a federação reforçou que a segurança jurídica é um dos principais pilares para o desenvolvimento do campo. Na avaliação da entidade, a manutenção do protagonismo do Brasil na segurança alimentar global depende de um ambiente de negócios estável e de políticas efetivas, e não de adiamentos ou indefinições.
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