Exportações de tabaco atingem recorde em 2025

Volume embarcado cresce 23,23% e impulsiona receita, apesar da queda de 7,6% no preço médio por tonelada

04.03.2026 | 10:06 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações do SindiTabaco
Foto: Felipe Krause
Foto: Felipe Krause

O Brasil alcançou, em 2025, o maior valor já registrado em divisas com exportações de tabaco. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/ComexStat) apontam receita de US$ 3,389 bilhões. O resultado supera em 13,85% o total de 2024, quando o setor somou US$ 2,977 bilhões. O desempenho também ultrapassa o recorde anterior, de 2012, de US$ 3,272 bilhões.

O avanço ocorreu, principalmente, pelo aumento do volume embarcado. O país exportou 561.052 toneladas para 121 países. O montante supera em 23,23% as 455.221 toneladas de 2024.

A diferença entre o crescimento do volume e o da receita decorre da queda no preço médio por tonelada. Em 2024, o valor médio alcançou cerca de US$ 6.540 por tonelada. Em 2025, recuou para aproximadamente US$ 6.040, redução estimada de 7,6%.

“Os números mostram um crescimento muito consistente das exportações em 2025, impulsionado principalmente pelo aumento expressivo de volume. Vendemos mais, porém a um valor médio menor”, afirma o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing.

Segundo o dirigente, o resultado reforça a liderança brasileira no comércio global. “Nos últimos cinco anos, mantivemos média anual de cerca de 515 mil toneladas e US$ 2,6 bilhões em divisas. Essa estabilidade tem ligação direta com o Sistema Integrado de Produção de Tabaco”, destaca.

O Sistema Integrado conta com amparo da Lei da Integração, que regula contratos entre indústria e produtores, define volumes, tipo de tabaco e orientações técnicas de manejo. “A integração alinha o plantio às demandas globais em quantidade e qualidade. O Brasil lidera as exportações mundiais desde 1993”, pontua.

Em 2025, a Europa respondeu por 41% do valor exportado. O Extremo Oriente concentrou 36%. África/Oriente Médio participou com 8%. América do Norte e América Latina registraram 6% cada. Leste Europeu ficou com 3%.

Entre os principais importadores aparecem Bélgica, China e Indonésia. A Bélgica liderou, com US$ 733,4 milhões, seguida por China (US$ 576,5 milhões) e Indonésia (US$ 280,4 milhões).

A Região Sul concentrou 96% da produção nacional e 98% das exportações. Os embarques da região alcançaram US$ 3,315 bilhões, alta de 14,91% sobre 2024.

Compartilhar

Newsletter Cultivar

Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura

acessar grupo whatsapp