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A escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou o petróleo e pressionou os custos no agro. O Brent superou US$ 83 por barril em Londres. A alta impacta fertilizantes e combustíveis. O diesel no Brasil já operava defasado frente ao mercado externo. Nova pressão recai sobre a Petrobras.
Em Chicago, a soja reagiu. O contrato julho 2026 tocou US$ 11,96 por bushel e flertou com US$ 12. Indicativos curtos operam acima de US$ 11,50. Médios e longos acima de US$ 11,60 e US$ 11,70. Parte dos investidores migrou lucros do petróleo para as agrícolas.
No Brasil, dólar perto de R$ 5,30 reduziu prêmios. Portos indicam R$ 130 na base abril curta e R$ 136 a R$ 137 no julho cheio. Valores superam a semana anterior em R$ 1 a R$ 2.
A colheita da soja alcança 50%. Mato Grosso lidera com 80%. Paraná soma 45%. Mato Grosso do Sul 38%. Goiás 35%. Bahia 30%. Há leve atraso.
A comercialização da safra passada atingiu 97,9% de 171,5 milhões de toneladas colhidas. A média marca 98%. Para a safra atual, 37% negociado. No ano passado, 46%. A média aponta 44%. Produtor retém oferta e aposta em reação.
No milho, o petróleo sustenta o etanol nos Estados Unidos. Chicago tenta manter março acima de US$ 4,30 por bushel. Julho 2026 e 2027 acima de US$ 4,50. Contratos longos buscam US$ 4,80 a US$ 4,90, de olho em US$ 5. Expectativa indica redução de 2 milhões de hectares nos EUA. Mercado projeta déficit global em 2026/27.
No Brasil, plantio da safrinha alcança 75%. A média supera 80%. Mato Grosso registra 82%. Paraná 70%. Mato Grosso do Sul 65%. Goiás 65%. Cerca de 4,5 milhões de hectares ainda aguardam semeadura até o total previsto de 18 milhões. Parte da área migra para sorgo.
A colheita da primeira safra de milho chega a 45%. Mato Grosso do Sul soma 63%. Paraná 40%. Santa Catarina 43%. Da safrinha passada, 89% negociado, ante média de 90%. Estoque disponível soma 26,3 milhões de toneladas entre safras. B3 indica março e maio acima de R$ 72,50. Julho em diante acima de R$ 70,50.
O sorgo deve superar 2 milhões de hectares e alcançar 7 a 7,5 milhões de toneladas. A China monitora compras no segundo semestre.
No trigo, Chicago trabalha novembro acima de US$ 6 por bushel. Posições longas de 2027 variam entre US$ 6,20 e US$ 6,30. Inverno rigoroso no Hemisfério Norte atrasou germinação no Leste Europeu. Rublo e grívnia desvalorizados favorecem vendas a US$ 200 a US$ 210 por tonelada.
No mercado interno, trigo gaúcho se aproxima de R$ 1.100 por tonelada. Paraná busca R$ 1.200. Dólar sustenta preços. Indústria retoma compras. Produtor avalia custos de insumos, com alta na areia.
O arroz inicia colheita no Rio Grande do Sul. Fronteira Oeste entrega lotes de 60 a 62% de grãos inteiros. Varejo pratica R$ 16 a R$ 17 por pacote de 5 kg em promoções. Marcas trabalham entre R$ 18 e R$ 25. Indústrias aguardam reposição em março.
O feijão carioca nota 9 alcançou R$ 345 a R$ 360 em fevereiro. Mercado perde ritmo em março. Carioca comercial varia de R$ 300 a R$ 340. Feijão preto oscila entre R$ 188 e R$ 205, com negócios pontuais até R$ 220. Varejo define reposições nos próximos dias.
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