Exportações de sementes somam US$ 126,7 milhões até julho

Milho lidera avanço, com alta de 26,1% nas vendas externas e forte crescimento dos embarques à Venezuela

25.08.2026 | 14:01 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Danilo Lysei

As exportações brasileiras de sementes somaram US$ 126,7 milhões entre janeiro e julho de 2026, alta de 2,1% ante os US$ 124,1 milhões do mesmo período de 2025. O resultado marca novo recorde para o intervalo. Sementes de milho, forrageiras e hortícolas responderam por 85% do valor exportado. Os números foram divulgados pela CropLife Brasil.

O milho liderou o crescimento em valor, com incremento de US$ 11 milhões. As vendas externas passaram de US$ 42,2 milhões para US$ 53,2 milhões, avanço de 26,1%. A Venezuela ganhou peso entre os destinos. Os embarques ao país subiram de US$ 4,2 milhões para US$ 16,9 milhões.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetam expansão de 33,3% na área venezuelana de milho, de 300 mil para 400 mil hectares. O aumento esperado do plantio sustenta a maior demanda por sementes brasileiras.

As sementes de nabo registraram aumento de US$ 2,3 milhões. O avanço concentrou-se no Uruguai, onde as compras passaram de US$ 0,05 milhão para US$ 3,2 milhões. No país, predomina o cultivo de nabo forrageiro para cobertura do solo, adubação verde e pastagem. As vendas ao Paraguai recuaram US$ 0,8 milhão.

As exportações de sementes de rícino passaram de US$ 1,5 milhão para US$ 2,5 milhões. Países africanos lideraram os destinos, com uso da mamona para extração de óleo e iniciativas ligadas a biocombustíveis.

Em volume, os embarques cresceram 10,2%, de 20,6 mil toneladas para 22,7 mil toneladas. O milho avançou 3,4 mil toneladas, o nabo 250 toneladas e o rícino 230 toneladas. As sementes forrageiras recuaram 1,1 mil toneladas.

Compartilhar

Newsletter Cultivar

Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura

acessar grupo whatsapp