Mercado de bioinsumos no Brasil pode superar R$ 9 bilhões até 2030
Os dados foram apresentados pela Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos
Em janeiro deste ano, as exportações totais de café do Brasil somaram 3,97 milhões de sacas, uma queda de 1,6% em relação a 2024. A redução foi principalmente nas exportações de Conilon, que caíram 28,9%, enquanto as de Arábica permaneceram praticamente estáveis, com leve queda de 0,3% no mesmo período.
Segundo Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, a queda do Conilon pode ser atribuída à menor disponibilidade e possível retração da demanda, após exportações elevadas em 2024. No acumulado da safra 2024/25 (abril-janeiro), as exportações de café já somam 42 milhões de sacas, um aumento de 21,7% em relação à safra 2023/24.
Na safra 2024/25, as exportações de café verde bateram recordes, com o Arábica atingindo 31,05 milhões de sacas (+15,3%) e o Conilon, 7,79 milhões de sacas (+58,6%) em relação à 2023/24. O crescimento do Conilon foi impulsionado pela menor oferta do Vietnã.
Ainda sobre a safra 2024/25, o Arábica ganhou participação na União Europeia e nos EUA, mas recuou na Ásia se comparada à temporada anterior. Já o Conilon teve alta nas exportações para a Ásia e UE, enquanto caiu nos EUA. Nos próximos meses, os embarques podem desacelerar devido à menor oferta e à proximidade da safra 2025/26, mas o ciclo deve manter recordes de exportação.
“A maior participação do Conilon no consumo global reduziu estoques ao menor nível da história, e a atual diferença de preços pode favorecer seu uso no blend nacional, o que limitaria as exportações no próximo ciclo. Assim, em 2025/26, esperamos inicialmente queda nas exportações de Arábica e Conilon, com menor produção do Arábica e arbitragem favorecendo o consumo interno do Robusta”, conclui a analista.
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