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A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) atualizou sua Tabela de Oferta e Demanda do Algodão Brasileiro, revisando para cima a estimativa da safra 2025/2026, que passa de 3.955 milhões de toneladas, pela projeção de abril, para 4.006 milhões de toneladas, de acordo com os números consolidados em reunião de diretoria na última terça-feira (16). Se confirmada a projeção, esta será a segunda maior safra da história do país, atrás apenas do recorde de 4.260 milhões de toneladas obtido em 2024/2025.
Segundo a Anea, nos últimos meses, o clima foi favorável para as lavouras, principalmente, em Mato Grosso e Bahia, e isso explica o incremento de aproximadamente 51 mil toneladas nas projeções da produção.
Pelo balanço, as exportações do primeiro semestre de 2026, que eram estimadas em 1,600 milhão de toneladas em abril, devem chegar a 1,827 milhão de toneladas exportadas, um recorde quando se considera o semestre. “Nunca tivemos um semestre tão forte na história, como este agora, e junho ainda não acabou”, comenta o presidente da Anea, Dawid Wajs.
Já para o segundo semestre, a projeção foi ajustada para aproximadamente 1,557 milhão de toneladas, ante 1,61 milhão estimados na atualização anterior. No total, a Anea projeta exportações de 3,359 milhões de toneladas em 2026, um volume superior aos 3,21 milhões previstos em abril, e um novo recorde para o setor.
O avanço dos embarques no primeiro semestre também se reflete em diminuição do estoque de passagem. Pelo levantamento, a estimativa para o final de junho de 2026 recuou das 934 mil toneladas, projetadas em abril, para 708 mil toneladas. Para dezembro de 2026, o estoque final é estimado em 2,794 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos 2,910 milhões previstos na atualização anterior.
“É uma redução considerável de quase 225 mil toneladas, que mostra a competitividade do algodão brasileiro no destino, com um apetite forte do mercado pelo nosso algodão, e, claro, a eficiência dos merchants, nossos associados, na comercialização do produto”, afirma o presidente da Anea.
A entidade também atualizou as projeções para a safra 2026/2027, que foi elevada de 3,870 milhões de toneladas, pela estimativa de abril, para 3,960 milhões de toneladas. Dawid Wajs explica que os números são sustentados pelos preços mais interessantes e por uma aparente estabilidade nos custos dos fertilizantes.
“Isso também repercute no que vislumbramos para as exportações do ano seguinte, porque certamente teremos mais algodão. Mas ainda é cedo para cravar um número”, pondera. Pelo balanço da Anea, as exportações do primeiro semestre de 2027 devem ficar em 1,667 milhão de toneladas e as do segundo, em 1,563 milhão de toneladas.
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