Estudo mapeia como formigas detectam odores e feromônios

Pesquisa identifica diferenças no olfato de operárias e fêmeas aladas e aponta aplicações no manejo da praga

23.01.2026 | 07:53 (UTC -3)
Revista Cultivar
Foto: Will Ericson -  CCBY4
Foto: Will Ericson - CCBY4

Pesquisadores dos Estados Unidos identificaram como a formiga-de-fogo vermelha (Solenopsis invicta) detecta feromônios e odores do ambiente. O estudo analisou respostas sensoriais nas antenas de operárias e fêmeas aladas. Os resultados indicam diferenças entre castas e abrem caminho para novas estratégias de controle da praga.

O trabalho mediu a atividade de neurônios olfativos em um tipo específico de sensilo da antena, chamado basiconica. Os testes incluíram 62 compostos, entre feromônios e odores gerais presentes em plantas, insetos e no ambiente.

Os sensilos basiconica mostraram ampla capacidade de detecção. A maioria dos compostos provocou respostas moderadas ou fortes. Esse padrão indica um sistema olfativo generalista, capaz de reconhecer diversos sinais químicos relevantes para a sobrevivência da colônia.

Três grupos

A análise separou os sensilos em três grupos funcionais. O grupo SBI apresentou as respostas mais intensas. O grupo SBII mostrou respostas intermediárias. O grupo SBIII reagiu de forma fraca à maior parte dos odores testados. Esse padrão ocorreu em operárias e fêmeas aladas.

Diferenças entre castas

Apesar das semelhanças, surgiram diferenças entre castas. Operárias responderam de forma mais intensa a nove compostos. Fêmeas aladas reagiram mais fortemente a seis odores. Os autores associam essas variações às funções distintas de cada casta dentro da colônia.

O estudo também detectou respostas fortes a substâncias ligadas à defesa, forrageamento e interação com outras espécies. Compostos como terpenos, aldeídos, cetonas, álcoois e ácidos ativaram fortemente os sensilos mais sensíveis. Alguns desses odores já haviam sido identificados em amostras da própria formiga-lava-pés.

Segundo os autores, o mapeamento detalhado do olfato da formiga-de-fogo vermelha ajuda a compreender sua ecologia química. As informações podem orientar o desenvolvimento de atrativos, repelentes e feromônios sintéticos. A abordagem pode contribuir para métodos de controle mais específicos e com menor impacto ambiental.

Mais informações em doi.org/10.3390/insects17020129

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