Critérios de seleção e julgamento serão temas de reunião com criadores da raça guzerá
O engenheiro agrônomo e ex-vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, Luís Carlos Guedes Pinto, abriu a mesa redonda “Os efeitos da economia na atividade de produção de carne, nos investimentos previstos e nos resultados esperados” pedindo ao setor produtivo da carne nacional uma visão estratégica de longo prazo.
Guedes Pinto, que discursou para um público estimado em mil pessoas presentes ao primeiro dia de atividades da 4ª Conferência Internacional de Confinadores (Interconf 2011), afirmou que um dos possíveis gargalos econômicos para a agropecuária é a visão imediatista com a qual os órgãos federais enxergam a atividade.
“A economia brasileira, puxada pelo agronegócio, passa por um momento estável, mas sabemos que uma nova crise econômica virá e temos que estar preparados para isso. O que eu vejo é muito planejamento em curto prazo, mas nada que nos fortifique para o enfrentamento de uma recessão com tranqüilidade no futuro”, apontou.
Durante a mesa redonda - que ainda contou com a participação do diretor geral do Canal Rural, Donário Almeida, do presidente da SLC Agrícola, Arlindo Moura, do ex-presidente da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), Ricardo Merola, do vice-presidente da Assocon, Rodrigo Penna, e teve moderação do economista Miguel Daoud -, outros assuntos de cunho econômico que estão na pauta do agronegócio brasileiro foram abordados.
Daoud falou sobre os valores do mercado interno do boi. Para ele, os custos de produção são os grandes vilões do aumento do valor da arroba bovina nos últimos meses. “A demanda que temos para a carne bovina ainda não sustenta a arroba em um patamar muito abaixo do que está hoje”, afirmou antes de ser complementado por Arlindo Moura, que apontou a logística como um dos maiores problemas para o setor.
Para Merola, outros gargalos atrapalham o crescimento da produção nacional, como os projetos de lei que restringem a compra de terras por estrangeiros que estão para votação no Congresso no segundo semestre. “É um grande tiro no pé. Ao aprovar estes projetos de lei, estaremos dificultando para o produtor que desejar utilizar suas terras como garantias para obter financiamentos junto a grupos financeiros internacionais”, frizou. “Em casos como este, a Assocon, como entidade representativa da pecuária nacional, tem brigado junto ao governo pelos interesses dos pecuaristas”, acrescentou Penna.
A Interconf 2011 segue até quinta-feira, dia 15, em Goiânia (GO). Mais informações pelo site:
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Assessoria de Imprensa
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