Esmagamento de soja deve bater recorde em 2026

Abiove revisa projeção para 61,5 milhões de toneladas e aponta avanço do setor

19.03.2026 | 11:19 (UTC -3)
Renata Duffles

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) atualizou as estatísticas do complexo soja, consolidando o fechamento do ciclo 2025 e elevando as projeções para o ano de 2026. O novo balanço aponta que o Brasil deve atingir um patamar recorde de esmagamento interno, impulsionado pela robustez da safra e pela crescente demanda por derivados. 

As estimativas para 2026 foram revisadas positivamente em relação ao levantamento anterior, com o processamento de soja no país devendo alcançar 61,5 milhões de toneladas, um aumento de 0,8% sobre a projeção de janeiro. Esse avanço na atividade industrial reflete-se diretamente na oferta de produtos de maior valor agregado, com a produção de farelo de soja estimada em 47,4 milhões de toneladas e a de óleo de soja em 12,35 milhões de toneladas. 

Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, destaca que a atualização dos dados reforça o amadurecimento e a resiliência da indústria brasileira. "O ajuste positivo nas projeções de esmagamento demonstra que o setor está preparado para absorver a safra recorde, transformar essa matéria-prima em proteína e bioenergia e fortalecer a segurança alimentar e energética brasileiras", afirma.

No comércio exterior, o Brasil mantém sua liderança global com a exportação de soja em grão projetada em 111,5 milhões de toneladas. No segmento de subprodutos, as estimativas indicam vendas externas de 24,6 milhões de toneladas de farelo e um crescimento de 3,4% nas exportações de óleo de soja, que devem atingir 1,5 milhão de toneladas. 

Os dados de janeiro de 2026 já confirmam o vigor operacional do setor, com o processamento no primeiro mês do ano somando 3,689 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 8,9% em comparação a janeiro de 2025, quando ajustado pelo percentual amostral. Quanto ao fechamento de 2025, o setor consolidou um ano de expansão, com o esmagamento finalizando em 58,7 milhões de toneladas. A produção de farelo encerrou o período em 44,85 milhões de toneladas e a de óleo em 11,93 milhões de toneladas, enquanto as exportações de grão atingiram 108,18 milhões de toneladas, conforme dados do MDIC/Secex. 

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