Epagri estuda técnicas de pulverização de pomares com drone

Pesquisadores trabalham com parceiros para definir critérios como altura de voo, vazão e mistura de produtos

15.04.2026 | 16:32 (UTC -3)
Pablo Gomes, edição Revista Cultivar
Fotos: Pablo Gomes
Fotos: Pablo Gomes

A unidade da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) em Videira, uma das mais antigas do estado e prestes a completar 90 anos, tem aliado tradição ao futuro para buscar soluções para uma das principais regiões produtoras de frutas do estado. Referência nacional em pesquisas voltadas à viticultura, a Estação Experimental adquiriu um drone para ser testado em culturas como pêssego, ameixa, nectarina e na viticultura. 

Os pesquisadores trabalham juntamente com parceiros para definir critérios como altura de voo, vazão e mistura de produtos para facilitar a vida dos produtores que precisam de alternativas de pulverização. Os voos são realizados na própria área experimental da Epagri, mas também em propriedades particulares. O objetivo é validar ações de pesquisa para entender como fazer pulverizações com drones em fruticultura. 

“O drone entra como uma alternativa, e as pesquisas estão sendo feitas para tentar otimizar esta técnica que já é uma realidade no Brasil e Santa Catarina, mas que precisa de ajustes. Por isso, a Epagri está se propondo, junto a demais parceiros, a refinar esta tecnologia para que seja usada com segurança por todos os agricultores e fruticultores de Santa Catarina”, diz o engenheiro-agrônomo André Luiz Kulkamp de Souza, gerente da Estação Experimental de Videira.

Drone é utilizado para manejo remoto de pastagens em Lages

O drone de Videira é apenas mais um que a Epagri utiliza na pesquisa. Na Estação Experimental de Lages, a instituição desenvolve o projeto “Pasto remoto”. A proposta é utilizar sensoriamento remoto para a predição precisa de biomassa e altura de pastagens. Com mais de 70% de confiabilidade, o método auxilia o produtor, reduz a necessidade de mão de obra e presença in loco e representa um avanço científico na agricultura de precisão. 

Além dos benefícios econômicos, a otimização do manejo de pastagens tem impactos ambientais positivos, contribuindo para um uso mais eficiente dos recursos naturais, além da redução das emissões de gases de efeito estufa e de metano entérico, gás produzido durante a digestão e liberado pelo arroto em animais ruminantes, como bovinos e ovinos.

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