Corteva divulga resultados do segundo trimestre de 2026
Companhia prevê EBITDA operacional de até US$ 4,3 bilhões em 2026 e mantém separação para outubro
Uma emulsão formada por fengicina e óleo essencial de canela apresentou ação sinérgica contra Moniliophthora roreri. A formulação inibiu o crescimento micelial de oito isolados equatorianos e manteve estabilidade coloidal durante sete semanas de armazenamento. Os ensaios ocorreram em condições de laboratório. Portanto, os resultados ainda não comprovam eficácia no campo.
Pesquisadores da Escuela Superior Politécnica del Litoral, no Equador, combinaram a fengicina produzida por Bacillus subtilis DS03 com óleos essenciais de canela, Cinnamomum zeylanicum, e hortelã-pimenta, Mentha piperita. O trabalho avaliou a atividade antifúngica dos compostos isolados e das emulsões (DOI 10.3389/fpls.2025.1731535).
A fengicina inibiu até 84,57% do crescimento micelial de Moniliophthora roreri na concentração de mil partes por milhão. O óleo de canela atingiu inibição média de 84,89% a duzentas e cinquenta partes por milhão. A partir de quinhentas partes por milhão, o produto suprimiu totalmente o crescimento dos oito isolados.
O óleo de hortelã-pimenta exigiu doses maiores. A inibição chegou a 77,99% com mil partes por milhão e alcançou 100% com duas mil partes por milhão. Os resultados indicaram resposta dependente da concentração e do isolado.
A análise química identificou o (E)-cinamaldeído como principal componente do óleo de canela, com 69,72% da composição. O eugenol representou 4,02%. No óleo de hortelã-pimenta, o mentol respondeu por 51,07%. A mentona atingiu 17,12%, enquanto o neoisomentol somou 10,58%.
A combinação mais eficiente reuniu fengicina e óleo de canela. Em uma das misturas avaliadas a duzentas e cinquenta partes por milhão, a formulação suprimiu totalmente o crescimento dos oito isolados. O índice de concentração inibitória fracionada ficou abaixo de 0,5 em parte dos materiais, resultado associado a interação sinérgica.
Na concentração de cem partes por milhão, outra proporção da emulsão superou 90% de inibição em todos os isolados. Três materiais mantiveram crescimento residual. O comportamento reforça a variabilidade de sensibilidade dentro da população do patógeno.
Os isolados MR26, MR34 e MR50 apresentaram menor sensibilidade em diferentes tratamentos. Essa resposta ocorreu diante da fengicina e dos dois óleos essenciais. Os pesquisadores relacionam o padrão a possíveis diferenças na permeabilidade da membrana, nos sistemas de detoxificação e no transporte de compostos para fora das células. O estudo não confirmou esses mecanismos.
A emulsão com fengicina e óleo de hortelã-pimenta também elevou a atividade antifúngica. Contudo, a interação apresentou efeito principalmente aditivo. O índice de concentração inibitória fracionada ficou próximo de um. Algumas combinações superaram 90% de inibição em cinco dos oito isolados, mas exigiram concentração total de mil partes por milhão.
A estabilidade física diferenciou as formulações. A emulsão com óleo de canela manteve partículas entre 850 e 1.050 nanômetros ao longo de sete semanas. O potencial zeta variou de menos 26,43 a menos 35,67 milivolts. Esses valores indicaram dispersão coloidal com baixa tendência de agregação.
Na emulsão com óleo de hortelã-pimenta, o tamanho das partículas superou cinco mil nanômetros na sétima semana. O resultado indicou agregação progressiva. O potencial zeta também apresentou maior variação e chegou a menos 22,5 milivolts na sexta semana.
Segundo os cientistas, a fengicina exerceu duas funções. O lipopeptídeo atuou contra o fungo e também funcionou como biossurfactante. Essa segunda função favoreceu a dispersão do óleo de canela em água e ampliou a disponibilidade dos compostos antifúngicos.
A espectrometria de massas confirmou isoformas de fengicina com relações massa-carga entre 1.435 e 1.491. A linhagem Bacillus subtilis DS03 também produziu surfactina, mas os ensaios antifúngicos e as emulsões utilizaram a fração identificada como fengicina.
As formulações também atuaram sobre os esporos. Combinações de fengicina com óleo de canela, nas concentrações de cem e duzentas e cinquenta partes por milhão, impediram a germinação em todos os isolados em várias proporções testadas. A emulsão com óleo de hortelã-pimenta também alcançou inibição total em uma das formulações. A fengicina isolada apresentou inibição de 84,05% a cem partes por milhão, 93,73% a duzentas e cinquenta partes por milhão e 97,07% a mil partes por milhão.
O estudo aponta a emulsão de fengicina e óleo de canela como candidata ao desenvolvimento de biofungicidas para o cacaueiro. Antes do uso agrícola, a tecnologia ainda depende de avaliações sobre dose, persistência, fitotoxicidade, custo de produção, aplicação e desempenho sob condições de campo.
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