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Nessa terça-feira (16), representantes da Embrapa Pecuária Sul estiveram no escritório central da Emater/RS-Ascar, em Porto Alegre (RS), para discutir o alinhamento de estratégias e a formação de uma agenda comum de ações na pecuária gaúcha com órgãos estaduais da administração direta, de pesquisa e de extensão rural. Participaram do encontro dirigentes e técnicos da Emater/RS-Ascar, da Fepagro e das secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural, da Agricultura e do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul.
O chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Alexandre Varella, apresentou a visão do centro de pesquisa sobre a pecuária gaúcha, apontando potencialidades, deficiências, ameaças, oportunidades e desafios. Varella destacou como oportunidade de trabalho técnico entre as instituições o caráter multifuncional da atividade no Estado. Para o centro de pesquisas, a pecuária serve não apenas como fornecedora de produtos de qualidade como carne, leite, lã, biomassa e forragem, mas também como mecanismo de regulação, conservando ecossistemas e a biodiversidade, de suporte, ao conservar e melhorar a estrutura e a fertilidade do solo, além de reunir aspectos socioculturais associados à manutenção da população rural.
Apesar do relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) descrever um cenário sombrio para a pecuária mundial ao responsabilizá-la por uma série de prejuízos ao ambiente, como aquecimento global, degradação de terras devido ao mau uso dos recursos e à intensificação dos processos produtivos, contaminação atmosférica e da água e perda da biodiversidade, a Embrapa Pecuária Sul aposta na eficiência e na diferenciação dos processos e produtos da pecuária gaúcha. “Existe o desafio de conciliar a demanda por produtos pecuários e a demanda de oferecer serviços ambientais para mitigar efeitos danosos. Isso representa uma grande oportunidade para a pecuária do Rio Grande do Sul, com o uso sustentável dos recursos naturais e a geração de externalidades positivas”, afirmou Varella.
As demais instituições também apresentaram seus pontos de vista sobre a pecuária gaúcha e as possibilidades de contribuição, destacando os projetos e trabalhos em andamento. O diretor técnico da Emater/RS-Ascar, Gervásio Paulus, observou a vinculação entre o futuro da pecuária de corte e o futuro dos campos sulinos, o que, segundo ele, aumenta a importância do alinhamento de ações conjuntas. Paulus chamou a atenção para a questão dos pecuaristas familiares: “Eles são um grupo de pessoas ainda ‘invisíveis’. É importante fazermos o esforço de compreender a lógica de reprodução social desse público, não apenas com diagnósticos quantitativos, mas também mais qualitativos e refinados para caracterizar as distintas pecuárias e as distintas expectativas dos diferentes públicos, inclusive na perspectiva de apontar territórios”, disse, acrescentando que é necessário construir políticas públicas que enxerguem além da concessão de crédito.
Após as apresentações, os participantes discutiram formas de alinhamento dos programas desenvolvidos pelas instituições e os primeiros passos para a elaboração de uma estratégia conjunta. Uma das necessidades apontadas foi a de um levantamento de informações sobre a realidade da pecuária em diferentes regiões do Estado. Um grupo de trabalho deve ser constituído com técnicos designados pelas instituições para nivelar os conceitos, metodologias e estratégias de atuação.
“Percebemos uma convergência interessante dentro das questões propostas para serem trabalhadas. Temos que focar numa visão estratégica de futuro. Vamos buscar as especificidades após termos alinhado os objetivos comuns entre pesquisa, extensão e Secretarias”, disse Alexandre Varella.
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