Emater/RS-Ascar firma convênios de incentivo à agricultura familiar

02.09.2011 | 20:59 (UTC -3)
Patrícia Strelow

A Emater/RS-Ascar, o Instituto Rio Grandense de Arroz (Irga) e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) firmaram, nesta quinta-feira (1º), protocolo de intenções com o fim de expandir e qualificar a infraestrutura de secagem, armazenagem e pré-processamento da produção agrícola dentro das propriedades rurais. No Brasil, apenas 15% dos grãos são armazenados pelos próprios produtores – nos Estados Unidos este índice é de 65%, enquanto no Canadá chega a 85%. O termo foi firmado no espaço do BRDE dentro da Expointer 2011, que prossegue até o próximo domingo (04/09) no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

O presidente da Emater/RS-Ascar, Lino De David, frisou que a iniciativa dará autonomia para que os produtores lidem com um dos dois principais entraves ao crescimento do setor agrícola, juntamente com as questões de mercado: a falta de infraestrutura de secagem e armazenagem. “Estas políticas públicas conferem aos produtores condições de vencer estes gargalos”, afirmou De David.

O presidente do Irga, Cláudio Pereira, destacou ainda que está prevista no projeto a capacitação de técnicos, produtores e trabalhadores rurais envolvidos com a atividade, por meio de treinamentos, palestras, visitas técnicas e unidades demonstrativas. Caberá aos técnicos da Emater/RS-Ascar e do Irga incentivarem e orientarem os produtores para que executem projetos de silos de secagem, armazenagem e pré-processamento da produção agrícola dos principais grãos produzidos no Rio Grande do Sul - arroz, milho soja e trigo. Eles ficarão encarregados ainda de difundirem as alternativas de apoio financeiro existente para projetos de investimento, oferecidas pelo BRDE.

Segundo o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Ricardo Martins, a Instituição disponibilizará aos produtores projetos de silos secadores de alvenaria armada com capacidade para cem, 250, 500 e mil sacas. Já o Irga ficará responsável pelos projetos de silos metálicos para armazenagem de mil a cinco mil sacas. “Estes silos, além de reduzirem os custos ao produtor, também melhoram a qualidade dos grãos”, destaca Martins. Como exemplo, o engenheiro cita o caso do produtor do município de Itapuca, Volmir Pasquali, que pela terceira safra consecutiva, seca e armazena os grãos de sua propriedade em um silo construído a partir do projeto da Emater/RS-Ascar. “Antes ele gastava 26 de cada cem sacas na secagem e armazenagem. Hoje, o custo dele é de quatro sacas a cada cem”, conta Martins.

Pela manhã o presidente da Emater/RS, Lino De David, participou da assinatura de um protocolo de intenções entre a Instituição, o Banco do Brasil e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O termo do convênio prevê a atuação da Emater-RS/Ascar junto aos agricultores familiares que pretendem buscar crédito, mas não somente para viabilizar a produção, conforme explicou De David. Segundo o presidente, trata-se de um passo adiante do mero financiamento à produção, pois prevê o estímulo a toda a cadeia produtiva deste setor.

“A assistência técnica e extensão rural estará presente em todo o processo, dando suporte técnico para que o agricultor familiar possa se lançar no desafio de tomar frente em outras áreas que não só a produção, mas também a industrialização, o armazenamento, a comercialização”, disse De David, destacando ainda que esta proposta está de acordo com as políticas públicas estaduais de apoio às agroindústrias e ao cooperativismo no Rio Grande do Sul.

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