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Duas proteínas efetoras de Sclerotinia sclerotiorum favorecem a colonização endofítica do trigo por meio da supressão de respostas imunes induzidas por quitina. Estudo identificou papel central dos efetores SsLysM6 e SsLysM7 nessa interação.
Pesquisadores identificaram sete proteínas com domínios LysM no fungo. SsLysM6 e SsLysM7 apresentaram aumento de expressão durante a colonização do trigo e a infecção de Brassica napus. No trigo, a expressão dos genes atingiu picos de 8,8 e 7 vezes o nível inicial, respectivamente, após 36 horas.
A remoção de SsLysM6 ou SsLysM7 reduziu a quantidade de fungo nas raízes. As mutações também diminuíram o efeito de promoção do crescimento observado com a linhagem selvagem. A exclusão dos genes não alterou crescimento vegetativo, morfologia do micélio ou formação de escleródios.
Ensaios com proteínas recombinantes mostraram ligação seletiva de SsLysM6 e SsLysM7 à quitina. As duas proteínas reduziram a produção de espécies reativas de oxigênio desencadeada por quitina em folhas de trigo. Em Nicotiana benthamiana, os efetores também reduziram ativação de MAP quinases e expressão de genes associados à imunidade.
A colonização por Sclerotinia sclerotiorum também contribuiu para proteção do trigo contra Fusarium graminearum. Mutantes sem SsLysM6 ou SsLysM7 mantiveram parte desse efeito, porém apresentaram menor capacidade de controle da giberela e da podridão da coroa.
Os mesmos efetores contribuíram para a virulência de Sclerotinia sclerotiorum em Brassica napus. A perda de qualquer um dos genes resultou em lesões menores, sem alteração detectável na produção de ácido oxálico (doi 10.1111/mpp.70355).
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