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Distribuidores usam a tecnologia para prever e diminuir os riscos da próxima safra

06/07/2021 | Fernanda Aleixo
Bernardo Fabiani e Rodrigo Marques, fundadores da TerraMagna. - Foto: Divulgação

O agro não para de crescer. Segundo a CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção de grãos para a safra 2020/2021 está estimada em 271,8 milhões de toneladas, o que representa aumento de 5,7% se comparado com a safra anterior. Já o VPB (Valor Bruto da Produção Agropecuária) atingiu em maio o patamar de R$ 1,11 trilhão. Mas esse crescimento não acontece sem enfrentar alguns obstáculos pelo caminho.

Recentemente, tivemos cerca de 70% da safrinha de milho sendo plantada fora da janela ideal devido à falta de chuva, o que diminuiu a produção esperada em pelo menos 10 milhões de toneladas, segundo especialistas do mercado. Isso faz com que o mercado fique apreensivo para a próxima safra que está chegando.

Diante desse cenário, os recursos tecnológicos, cada vez mais aplicados no setor, têm contribuído para a redução de problemas e prejuízos. A tecnologia se mostra essencial no campo e nas operações financeiras do agro. 

Da mesma maneira que ela torna possível, por exemplo, prever a variação climática em determinadas regiões durante os próximos meses, hoje também já temos recursos totalmente eficazes para acompanhar uma safra desde o início da plantação até a colheita, trazendo segurança para os distribuidores de insumos, principalmente relacionado com as garantias de uma venda a prazo.

Um bom exemplo é o uso do monitoramento via satélite juntamente com outras tecnologias. Através desses recursos, o distribuidor de insumos tem informações constantes e exatas das áreas plantadas e é possível conter uma possível inadimplência.

Antigamente, o monitoramento das lavouras era feito exclusivamente através das visitas a campo, mas o problema é que apenas parte da plantação era visitada, devido ao tamanho da área total plantada, abrindo espaço para prejuízos. A falta de presença no campo gerava problemas como o não plantio e até mesmo um possível desvio de produção.

Quais as vantagens de usar a tecnologia para monitorar as lavouras?

Com o monitoramento via satélite e o processamento das informações, o distribuidor tem a visão total da área da garantia, recebendo atualizações constantes sobre o andamento da safra. Assim é possível prever riscos de quebra de produção e, através de negociações com o produtor, garantir o pagamento do que foi acordado.

A TerraMagna, por exemplo, realiza a análise e monitoramento de lavouras por meio de um sistema próprio que utiliza satélites, inteligência artificial e dados complementares. Distribuidores podem acompanhar toda a lavoura, desde antes do plantio até a colheita, permitindo que sejam tomadas decisões ainda em tempo safra.

“Não é mais necessário trabalhar apenas com uma amostragem da área, uma vez que os satélites têm o potencial de analisar uma área como a do Estado do Mato Grosso inteiro em cerca de 40 minutos. Dessa maneira, a visita presencial do agrônomo é otimizada, sendo necessário que ele apenas constate problemas apontados, não que fique procurando por eles”, explica Bernardo Fabiani, especialista em concessão de crédito para o agronegócio e CEO da TerraMagna.

Se preparar para a próxima safra é essencial para que o agro continue sendo o braço forte da economia brasileira. A tecnologia traz segurança e benefícios para toda a cadeia produtiva. Com ela, os distribuidores têm mais controle e tranquilidade com as suas garantias, incentivando a concessão de mais crédito para os produtores rurais através das vendas a prazo, fortalecendo assim toda a produção agrícola.

Revista Cultivar

 

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