Custos da soja e algodão recuam em MT

Levantamento de jan/26 aponta alta no milho na 1ª estimativa da safra 2026/27

20.02.2026 | 14:50 (UTC -3)
Rosangela Milles, edição Revista Cultivar

O custeio da soja e do algodão apresentou queda em Mato Grosso, enquanto o milho teve alta na primeira estimativa da safra 2026/27. É o que indica o levantamento de janeiro de 2026 do Projeto Custo de Produção Agropecuário (CPA), divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT). 

A análise considera dois indicadores, o Custo Operacional Efetivo (COE), que reúne o custeio da atividade e as despesas com manutenção, impostos, taxas e outros desembolsos diretos. E o Custo Operacional Total (COT), que incorpora itens como depreciação e pró-labore. Em conjunto, os parâmetros são utilizados para apoiar o planejamento da safra e a avaliação de resultados das atividades agrícolas em Mato Grosso.

Custos do algodão têm queda de 1,39%

O algodão manteve-se como a cultura de maior custo de produção entre as principais lavouras do estado. Em janeiro de 2026, o custeio foi estimado em R$ 10.295,48 por hectare, queda de 1,39% no mês.

Os defensivos seguiram como principal componente do custeio, com R$ 4.588,79/ha, apesar da retração de 3,09%. Em seguida, aparecem os fertilizantes, estimados em R$ 3.291,47/ha, com alta de 0,41%.

Custos da soja têm redução de 1,8%

Para a soja transgênica, o custeio foi estimado em R$ 4.156,03 por hectare em janeiro de 2026, redução de 1,8% na comparação com dezembro de 2025. O movimento foi puxado, principalmente, pela retração dos gastos com defensivos (-5,69%) e sementes (-2,94%).

Mesmo assim, os fertilizantes seguiram como o maior componente do custeio, somando R$ 1.582,92/ha, com alta mensal de 2,62%. Na sequência, aparecem defensivos (R$ 1.309,64/ha) e sementes (R$ 498,11/ha).

Em contrapartida, custos do milho têm elevação de 7,19%

Para o milho, o custeio foi projetado em R$ 3.558,08 por hectare, aumento de 7,19%. Segundo o levantamento, o avanço foi influenciado pela incorporação de novos painéis de custo de produção, com reflexo direto em componentes do custeio. Também houve incremento na quantidade aplicada de corretivo de solo, contribuindo para a elevação dos custos.

Além disso, o estudo registra substituição de produtos, especialmente na classe de defensivos, associada à busca do produtor por maior efetividade no manejo.

Entre os itens, o grupo de defensivos foi estimado em R$ 875,29/ha, com alta de 18,64%. A mão de obra avançou 21,17%, para R$ 235,70/ha. Já o grupo de sementes alcançou R$ 826,94/ha, aumento de 6,36%.

Compartilhar

Newsletter Cultivar

Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura

acessar grupo whatsapp