Nanoformulação eleva ação da emamectina em estudo
Estratégia com ácido acético reduziu partículas a 7 nanômetros e ampliou penetração em folhas e raízes
O Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) segue avançando na busca por soluções cada vez mais sustentáveis para a correta destinação das embalagens vazias de defensivos agrícolas, expandindo o uso de tecnologias capazes de ampliar as taxas de reciclagem e reduzir os impactos ambientais do processo. O Sistema Campo Limpo destina de forma ambientalmente correta 100% das embalagens vazias devolvidas no sistema, sendo que 92% vão para reciclagem, números que colocam o Brasil na vanguarda desta modalidade e como referência mundial em logística reversa e economia circular no agronegócio.
Entre os avanços mais relevantes de 2025 está a ampliação do coprocessamento. No último ano, 594 toneladas de materiais passaram a ser encaminhadas para a Fundação Proamb, em Bento Gonçalves (RS), parceira do Inpev nesse processo.
Segundo Marcelo Okamura, diretor-presidente do Inpev, entidade que representa a indústria no Sistema Campo Limpo, o coprocessamento transforma resíduos sólidos em combustível derivado de resíduos (CDR). “É utilizado cimenteiras em substituição parcial ao coque de petróleo nos fornos industriais. A tecnologia permite que resíduos sem viabilidade atual de reciclagem sejam aproveitados energeticamente de forma mais sustentável, contribuindo para a redução do uso de combustíveis fósseis e, consequentemente, das emissões de gases de efeito estufa”.
O coprocessamento é reconhecido internacionalmente como uma das alternativas mais eficientes para a destinação ambientalmente adequada de resíduos industriais. Além da recuperação energética, o processo também aproveita o potencial mineral presente em parte dos materiais, incorporando-os à produção do cimento. Dessa forma, a tecnologia contribui para a redução do consumo de recursos naturais e amplia as possibilidades de destinação sustentável dentro de modelos de economia circular.
"A iniciativa do Inpev de ampliar o coprocessamento representa uma evolução concreta na forma como o setor olha para a destinação de resíduos. Essa parceria reforça nosso compromisso com a inovação e com soluções que aproximem o agronegócio de modelos mais modernos de gestão de resíduos”, destaca Diego Tarragó, Consultor de Engenharia e Novos Negócios da Proamb.
A medida está alinhada à estratégia de inovação contínua e à busca por soluções ligadas à economia circular, tema presente na atuação do Instituto há mais de duas décadas. A logística reversa colabora para estender o ciclo de vida dos materiais e, consequentemente, reduzir a extração de matérias-primas virgens e minimizar impactos ambientais.
“Trabalhamos continuamente para ampliar alternativas tecnológicas e operacionais que permitam reduzir, gradativamente, a proporção de resíduos destinados à incineração.”, explica Okamura. Para acelerar esse avanço, o Sistema Campo Limpo mantém diálogo permanente com órgãos públicos e entidades do setor para discutir e aperfeiçoar marcos regulatórios voltados ao coprocessamento.
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