Ação apreende 1,4 mil toneladas de sementes irregulares no RS
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O complexo soja manteve protagonismo nas exportações do Paraná no primeiro trimestre de 2026, com crescimento em receita mesmo diante de leve recuo no volume embarcado. De acordo com o 17º Boletim Conjuntural do ano, elaborado pelo Departamento de Economia Rural, os embarques somaram 3,41 milhões de toneladas, queda de 4% na comparação anual. Em contrapartida, a receita avançou 2%, alcançando US$ 1,47 bilhão.
Segundo o analista de mercado do Deral, Edmar Wardensk Gervasio, a soja em grão segue como principal item da pauta, com 71% de participação nas exportações do complexo. Na sequência aparecem o farelo de soja (24%) e o óleo de soja (5%).
A China permanece como principal destino da soja paranaense, concentrando 58% das compras, seguida pelo Irã, com 6%. Ao todo, o estado exportou para 22 países no período.
No cenário nacional, o desempenho também foi positivo. As exportações do complexo soja totalizaram 36,19 milhões de toneladas no primeiro trimestre, alta de 8% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Em valor, o avanço foi ainda maior: 12%, com receita de US$ 13,61 bilhões.
O boletim também destaca o comportamento do trigo no estado. Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho, a produção paranaense voltou-se quase integralmente ao mercado interno na última safra.
Em 2025, os produtores colheram 2,87 milhões de toneladas de trigo. Desse total, apenas 4 toneladas foram exportadas entre agosto de 2025 e o início de 2026, com destino ao Equador, em dezembro. Desde então, não há registros de novos embarques.
A tendência, segundo o Deral, é de manutenção desse cenário ao longo de 2026, com o cereal voltado prioritariamente ao abastecimento doméstico.
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