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Pesquisadores da Southwest University, na China, desenvolveram um dsRNA multialvo para ampliar a estabilidade do controle de ácaros por interferência de RNA (RNAi). A estratégia silenciou simultaneamente as subunidades Rpt2, Rpt3 e Rpt5 do proteassoma 26S. Os testes indicaram maior consistência do efeito entre espécies de ácaros e plantas hospedeiras.
O trabalho usou a plataforma dsRNAEngineer para selecionar sequências contra seis espécies de ácaros e avaliar possíveis efeitos fora do alvo em dez organismos não alvo. Os bioensaios de mortalidade focaram em Tetranychus urticae, Tetranychus evansi e Panonychus citri (doi 10.1127/entomologia/4003).
Em Tetranychus urticae mantido em soja, os dsRNAs de fusão causaram mortalidade de 56,76% e 51,72% após dez dias. O dsRNA direcionado apenas a Rpt3 provocou 35,24%. Em Panonychus citri, apenas a construção com Rpt5, Rpt3 e Rpt2 apresentou mortalidade significativa, com 56,12%.
O desempenho variou conforme a planta hospedeira. Na população de Tetranychus urticae criada em feijão-caupi, o dsRNA contra Rpt3 alcançou 75,41% de mortalidade. A construção com três alvos atingiu 67,54%. Após a transferência dos ácaros para tomate ou roseira, os três tratamentos produziram mortalidade significativa e semelhante.
Os pesquisadores também avaliaram a joaninha predadora Propylaea japonica. Os dsRNAs direcionados às subunidades Rpt não afetaram sobrevivência, peso pupal ou expressão dos três genes com maior frequência prevista de efeitos fora do alvo. O estudo ressalta, porém, a necessidade de avaliações com mais organismos não alvo e períodos maiores de exposição antes de conclusões sobre segurança ambiental.
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