Chuvas irregulares prejudicam milho safrinha no Paraná
Déficit hídrico e calor reduzem desenvolvimento inicial e elevam risco à produtividade
A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) divulgou nesta quinta-feira (19) o terceiro levantamento da safra 2025/26, confirmando o avanço da colheita de soja no Cerrado baiano. Dos 2,218 milhões de hectares plantados com a oleaginosa, mais de 50% da área já foi colhida.
A produtividade média estimada gira em torno de 68 sacas por hectare, com expectativa de produção total de 9,049 milhões de toneladas. Os números reforçam o protagonismo da soja, principal cultura agrícola do estado.
Apesar das chuvas frequentes nas últimas semanas, que dificultaram as operações em campo, o monitoramento fitossanitário e o uso de boas práticas agrícolas têm contribuído para manter o desempenho das lavouras.
Segundo o gerente de agronegócios da Aiba, Aloísio Júnior, as equipes seguem acompanhando de perto a incidência de doenças de final de ciclo e possíveis anomalias, intensificadas após os recentes volumes de chuva.
Ele destaca que, mesmo diante de um cenário de mercado menos atrativo e custos elevados, os produtores mantêm níveis consistentes de produtividade, apoiados em manejo de solo, genética, biotecnologia e investimentos em tecnologia.
O excesso de umidade ainda limita o avanço mais acelerado da colheita e favorece o surgimento de doenças. De acordo com o conselheiro técnico da Aiba, Orestes Mandelli, o índice atual é de 51% da área colhida.
“A colheita teve início lento por conta das chuvas, mas deve ganhar ritmo nos próximos dias, com a previsão de melhora nas condições climáticas”, afirma. Ele ressalta que a produtividade média segue próxima à registrada na safra anterior, com bom potencial nas áreas ainda não colhidas.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que integra o Conselho Técnico da Aiba, também acompanha o desenvolvimento da safra. Para o analista Joctâ Couto, a experiência do produtor baiano tem sido determinante para superar desafios climáticos e de mercado.
O cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, também influencia o setor. O aumento nos custos de insumos, especialmente ligados ao petróleo, exige maior planejamento por parte dos produtores.
“São desafios diferentes a cada ano. Mesmo com esse contexto, o produtor do MATOPIBA busca soluções e segue produzindo bem”, afirma o produtor rural Dhone Dugnani.
O presidente da Aiba, Moisés Schmidt, reforça a necessidade de atenção ao cenário global e ao fluxo financeiro das propriedades. “É fundamental produzir com planejamento e profissionalismo para manter a competitividade”, destaca.
Com o avanço da colheita, produtores da região já iniciam ou se preparam para o plantio da segunda safra. Entre as culturas em destaque estão milho, sorgo, milheto, feijão e capim braquiária, além de mamona em menor escala, especialmente em áreas irrigadas.
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