Citrosuco testa biometano na frota e projeta corte de emissões no transporte

Projeto-piloto com caminhões a gás renovável integra estratégia de descarbonização e compromissos ESG 2030

02.02.2026 | 14:59 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Gustavo de Sá

A Citrosuco iniciará o uso de biometano no abastecimento de parte da frota de veículos pesados. A empresa dará início a um projeto-piloto com duração de três meses. A iniciativa integra a estratégia contínua de redução de emissões ao longo da cadeia logística, alinhada aos Compromissos ESG 2030.

O biometano é um gás natural renovável. A substituição de combustíveis fósseis por essa fonte permite redução de até 99% nas emissões de CO₂. No piloto, a Citrosuco utilizará três caminhões com sistema de propulsão a gás. Cada veículo terá autonomia de até 500 quilômetros por abastecimento completo.

Os caminhões operarão em rotas entre fábricas e fazendas no interior de São Paulo. As operações ocorrerão nas regiões de Matão e Araras. Os trajetos também incluirão o deslocamento até o terminal portuário da empresa em Santos. A estimativa aponta a eliminação de até 80 toneladas de CO₂ durante o período de testes.

O uso do biometano soma-se a outras iniciativas em curso. A companhia conduz pilotos de eletrificação na logística terrestre. A empresa também utiliza biobunker B24 na logística marítima. As ações indicam uma estratégia estruturada de descarbonização em diferentes modais.

“Seguimos com foco em eficiência, inovação e sustentabilidade para toda a cadeia de sucos e ingredientes da laranja”, afirma Orlando Nastri, Head de ESG da Citrosuco. Segundo ele, os testes com biometano reforçam o compromisso de gerar impacto positivo para a sociedade e para o planeta.

O projeto envolve parceria com transportadoras. “A iniciativa resulta da cooperação entre a Citrosuco e as transportadoras Camargo e LZN”, diz Mariana Marques Barreiro, coordenadora de Logística da empresa. As parceiras operarão os caminhões e apoiarão a coleta de dados durante a fase de testes.

Estudos do setor sucroenergético indicam que o Brasil importa mais de 30% do gás natural fóssil consumido. Esse volume poderia ser substituído de forma gradual pelo biometano. A mudança ampliaria a resiliência da matriz energética. A estratégia reduziria a dependência de combustíveis importados e estimularia a economia verde. O Estado de São Paulo concentra elevado potencial de produção e consumo desse combustível renovável.

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