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Mesmo diante da crise de demanda global por suco de laranja, a citricultura brasileira voltou a demonstrar sua força na geração de empregos. O setor encerrou a safra 2025/2026 com 51.711 admissões, alta de 4,2% em relação às 49.624 contratações registradas na safra anterior. Os números abrangem o período de julho de 2025 a junho de 2026 e fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilado pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).
“O crescimento das admissões mostra a capacidade do setor de gerar oportunidades, renda e desenvolvimento no interior do país, mesmo em um momento desafiador no mercado internacional”, afirma o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto.
O estado de São Paulo, principal produtor de laranja do Brasil, respondeu por 72% das contratações realizadas pela citricultura no país. Foram 37.308 admissões na safra 2025/2026. O resultado ficou praticamente estável em relação às 37.538 registradas na temporada anterior, uma variação negativa de 0,6%.
No estado de Minas Gerais encerrou a safra com 7.958 contratações, crescimento de 13,2% em relação à temporada anterior. O estado respondeu por 15,39% dos empregos gerados pela citricultura no país, consolidando-se como o segundo maior polo de empregos do setor.
No Paraná, os empregos gerados pela citricultura cresceram 39,2% na safra, alcançando 2.217 admissões. O número corresponde a 4,29% do total nacional.
O Mato Grosso do Sul, por sua vez, segue ampliando a área destinada à produção de laranja, movimento que se reflete no crescimento das contratações. Na safra 2025/2026, foram criados 1.614 novos postos de trabalho na citricultura, um salto de 276% em relação à safra 2024/2025. O estado respondeu por 3,12% do total de empregos gerados pelo setor no país.
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