Cana Summit 2025 debate tarifaço dos EUA e segurança jurídica

Para esta quinta-feira (3), o evento prevê a atualização da Carta de Brasília

03.04.2025 | 14:34 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Mirene Benincasa

O Cana Summit 2025, evento que reúne especialistas e lideranças do setor sucroenergético, discutiu temas estratégicos para o agronegócio nesta quarta-feira (2) em Brasília (DF). Um dos principais destaques foi a preocupação com o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que prevê taxação mínima de 10% sobre produtos brasileiros, e o Projeto de Lei da Reciprocidade, que tramita na Câmara dos Deputados.

Segundo lideranças do setor, a medida norte-americana pode impactar diretamente os produtores brasileiros, exigindo uma resposta estratégica do governo. O CEO da Orplana, José Guilherme Nogueira, destacou a importância da proximidade entre políticos e produtores para fortalecer a representatividade do setor.

Outro ponto central do evento foi a segurança jurídica no campo, com debates sobre a proteção da propriedade privada e o recente decreto que destina recursos para áreas vulneráveis a invasões.

O encontro também abordou a competitividade do etanol brasileiro, destacando seu papel na descarbonização global. “O etanol de cana produzido no Brasil tem um poder de descarbonização maior que o etanol de milho dos EUA”, afirmou o CEO da entidade.

Para esta quinta-feira (3), o evento prevê a atualização da Carta de Brasília, documento que reúne reivindicações para o Legislativo e Executivo, visando fortalecer a sustentabilidade e o desenvolvimento da produção canavieira.

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