Campanha reforça calendário do plantio do tabaco

Entidades alertam para riscos do plantio fora de época e uso de sementes piratas nas lavouras da safra 2025/2026

04.04.2025 | 15:25 (UTC -3)
Eliana Stülp Kroth, edição Revista Cultivar
Foto: Junio Nunes
Foto: Junio Nunes

Com o planejamento da safra 2025/2026 em andamento, entidades representativas da cadeia produtiva do tabaco decidiram unir esforços para promover uma campanha de conscientização no campo. O foco está no respeito ao calendário oficial de plantio, definido para ocorrer entre 1º de maio e 30 de novembro, com variações conforme o tipo de tabaco e a região produtora. A iniciativa visa coibir o plantio fora de época, prática que vem preocupando técnicos e lideranças do setor.

O tema foi debatido em recente encontro do Grupo de Trabalho Qualidade e Inovação, vinculado ao Fórum Nacional de Integração da Cadeia Produtiva do Tabaco (Foniagro). Participaram representantes do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), de empresas associadas e de entidades de produtores. Segundo o grupo, a realização de plantios sucessivos ou fora do período adequado pode gerar impactos negativos, como a proliferação de pragas e doenças, além da perda de qualidade do produto final.

“Alguns produtores vêm praticando plantios fora de época como forma de arriscar uma renda adicional, porém acabam prejudicando o solo e a qualidade do tabaco”, alerta Carlos Sehn, secretário do Foniagro e assessor da diretoria do SindiTabaco. Ele orienta que, entre um ciclo e outro, os agricultores apostem em culturas de rotação ou plantios de cobertura, protegendo o solo e reduzindo os riscos fitossanitários.

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, destaca que essa ação reforça o compromisso com o Sistema Integrado de Produção de Tabaco, e que a atuação dos orientadores técnicos será decisiva no convencimento dos produtores. “A orientação técnica será fundamental para conscientizar sobre o correto manejo do solo visando o aumento da produtividade e qualidade das lavouras. É possível que, no futuro, produtores que insistirem com plantios fora da janela definida não sejam mais registrados pelas empresas”, afirma Thesing.

Além do calendário de plantio, outra frente de trabalho das entidades tem sido o combate ao uso de sementes piratas. Por não passarem por controle de qualidade e fiscalização, essas sementes podem comprometer a sanidade da lavoura, disseminar doenças e afetar diretamente a produtividade. A utilização desse tipo de material compromete ainda os contratos de integração e pode levar à não comercialização da safra. As entidades reforçam que apenas sementes certificadas, produzidas com alto padrão de controle, garantem lavouras mais uniformes, resistentes, produtivas e rentáveis.

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