Calor reduz ação de inseticidas contra Bemisia tabaci

Estudo associa altas temperaturas à maior atividade de enzimas P450 e à menor mortalidade da praga

31.07.2026 | 10:55 (UTC -3)
Schubert Peter, Revista Cultivar
Foto: Syngenta
Foto: Syngenta

Altas temperaturas reduziram a mortalidade de Bemisia tabaci MED após tratamentos com tiametoxam e abamectina. O pré-tratamento a 41 graus Celsius diminuiu a mortalidade em 10% sob tiametoxam e em 13% sob abamectina. Ao mesmo tempo, a atividade das enzimas citocromo P450 aumentou 1,43 vez e 1,48 vez, respectivamente.

Pesquisadores avaliaram respostas ligadas às P450 sob estresse térmico e exposição aos dois inseticidas. Essas enzimas participam da desintoxicação de compostos e contribuem para a tolerância a produtos químicos (DOI 10.1127/entomologia/3909).

Cinco genes

O estudo identificou cinco genes CYP450 em Bemisia tabaci MED: BtCYP4c1, BtCYP4g15, BtCYP6dz3, BtCYP6ep1 e BtCYP302a1. O calor elevou com maior intensidade a expressão de BtCYP4c1, com pico a 39 graus Celsius.

O tiametoxam induziu os cinco genes analisados e apresentou maior efeito sobre BtCYP6ep1. A abamectina induziu quatro genes, com exceção de BtCYP302a1, e estimulou sobretudo BtCYP4c1. A exposição aos dois inseticidas também elevou o nível de proteínas CYP450.

Testes de interferência por RNA confirmaram a participação desses genes na tolerância da mosca-branca. Os resultados indicam um componente dependente da temperatura na resposta de Bemisia tabaci aos inseticidas. Segundo os pesquisadores, os dados podem apoiar ajustes futuros nas estratégias de aplicação.

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