Calcário ultrafino melhora microbiologia do solo, diz estudo

Pesquisa registra aumento na nodulação da soja e maior atividade de enzimas ligadas à ciclagem de nutrientes

27.07.2026 | 14:59 (UTC -3)
Otávio Costa

Pesquisa realizada pela Andrios Assessoria, sob supervisão do professor Fernando Andreote, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), avaliou o comportamento da soja em solo argiloso de alta fertilidade natural após a aplicação superficial de calcário filler, corretivo de granulometria ultrafina e alta reatividade. A pesquisa foi realizada com o Calcário Itaú Ultrafino da Viter, que é um corretivo agrícola de granulometria ultrafina e alta reatividade desenvolvido para atender às demandas do manejo moderno da fertilidade do solo.

Os resultados apontaram ganhos expressivos na Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), processo responsável por suprir grande parte da necessidade de nitrogênio da cultura. Em comparação com a área sem aplicação do corretivo, as plantas apresentaram aumento de 13% no número de nódulos e de 38% na massa dessas estruturas, indicando condições mais favoráveis ao desenvolvimento das bactérias responsáveis pela fixação do nutriente.

O estudo também verificou maior atividade de enzimas relacionadas à ciclagem de nutrientes e à decomposição da matéria orgânica, evidenciando uma microbiota mais ativa. Entre os indicadores avaliados, destacam-se aumentos de 27% na atividade da arilsulfatase, ligada ao ciclo do enxofre; de 12% na fosfatase ácida, responsável por favorecer o aproveitamento do fósforo; de 6% na β-glicosidase, relacionada à decomposição da matéria orgânica; e o incremento de 5% na glomalina, proteína associada aos fungos micorrízicos que contribuem para a absorção de nutrientes e para a retenção de água no solo.

“Os resultados estão fortemente ligados ao sistema mais apropriado para o desenvolvimento das plantas, o que resulta numa maior nodulação da soja, e também na maior exsudação radicular, grande promotora da atividade microbiana no solo”, afirma o professor Fernando Andreote, da Andrios Assessoria e Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).

"Os resultados dessa pesquisa mostram que a escolha do corretivo influencia não apenas a correção química do solo, mas também sua atividade biológica. Corretivos de alta reatividade, como o calcário filler, promovem uma reação mais rápida e uniforme na superfície do solo. Isso cria um ambiente mais favorável para o desenvolvimento de microrganismos benéficos, que desempenham funções essenciais na ciclagem de nutrientes e no fortalecimento do sistema radicular", diz Taciana Seixas, gerente de Desenvolvimento Técnico da Viter, unidade de soluções agrícolas da Votorantim Cimentos.

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