Logística nos portos trava embarque de café e gera perdas
Exportadores têm prejuízo logístico de R$ 11,9 mi com não embarque de café em novembro
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 1 bilhão para a Raízen Energia S/A construir uma nova planta de produção de etanol celulósico de segunda geração (E2G) em Andradina (SP). A unidade terá capacidade para produzir até 82 milhões de litros anuais do biocombustível, considerado avançado e com aplicação em áreas como aviação sustentável (SAF), hidrogênio verde e combustível marítimo.
O projeto, que também conta com recursos do Fundo Clima, integra os esforços da Raízen para tornar o E2G viável economicamente até 2028, com seis plantas previstas no Brasil. O investimento total estimado é de R$ 1,4 bilhão, com expectativa de gerar mais de 1.500 empregos diretos na construção e 200 durante a operação.
Diferente do etanol convencional, produzido pela fermentação do caldo da cana-de-açúcar, o E2G utiliza enzimas para extrair açúcares da celulose do bagaço da cana, posteriormente fermentados. Atualmente, essa tecnologia representa menos de 1% da produção de etanol no Brasil, mas a capacidade nacional poderá alcançar 440 milhões de litros com as novas plantas, fortalecendo o papel do país no desenvolvimento de biocombustíveis.
“O BNDES contribui para a expansão da fronteira tecnológica brasileira, fomentando a descarbonização e o avanço em tecnologias disruptivas por meio de instrumentos como o Fundo Clima e o Mais Inovação”, afirmou o presidente do banco, Aloizio Mercadante.
O projeto também se alinha à política industrial brasileira focada em transição energética e inovação, segundo José Luís Gordon, diretor do BNDES. A demanda projetada para investimentos em SAF e combustível marítimo é de R$ 167 bilhões, consolidando o Brasil como referência global em biocombustíveis avançados.
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