Armadilhas Moericke auxiliam controle de tripes no morango

Folder da Epagri orienta confecção e uso da tecnologia para reduzir danos à produção

28.01.2026 | 15:15 (UTC -3)
Epagri, edição Revista Cultivar
Fotos: André Sezerino
Fotos: André Sezerino

Os tripes estão entre as principais pragas da cultura do morango, provocando prejuízos que vão desde a redução da produtividade até a perda de qualidade comercial dos frutos. O ataque de ninfas e adultos causa o bronzeamento da superfície de frutos verdes e maduros, comprometendo também a conservação no período pós-colheita.

Como alternativa para o manejo da praga em sistemas orgânicos, convencionais e integrados de produção, as armadilhas do tipo Moericke vêm se consolidando como uma ferramenta eficiente. Para ampliar o acesso à tecnologia, a Estação Experimental da Epagri em Caçador (EECD) elaborou um folder técnico, disponível gratuitamente para download, com orientações sobre a confecção, instalação e manutenção dessas armadilhas.

Morango sadio (à esquerda) e com áreas bronzeadas (à direita)
Morango sadio (à esquerda) e com áreas bronzeadas (à direita)

De acordo com a Epagri, o controle químico de tripes apresenta limitações, principalmente por seu potencial impacto sobre polinizadores, o que pode resultar em menor produção e frutos com classificação comercial inferior. Nesse contexto, as armadilhas Moericke ganham relevância, especialmente em sistemas semi-hidropônicos conduzidos em ambiente protegido.

As armadilhas consistem em bandejas ou recipientes — quadrados, retangulares ou redondos — preenchidos com uma solução de água e detergente. O aspecto mais importante é a cor do recipiente: o azul, que exerce forte atração sobre os insetos.

Estudos conduzidos por pesquisadores da EECD indicaram que a tonalidade azul-clara apresenta maior eficiência na captura de tripes, quando comparada às cores azul intermediária e azul-escura. O folder explica como obter essa tonalidade adequada, além de detalhar o preparo da solução, o tamanho e o espaçamento entre os recipientes no cultivo, bem como os procedimentos de limpeza e renovação das armadilhas.

A publicação é assinada pelos pesquisadores Janaína Pereira dos Santos, Juracy Caldeira Lins Junior, Janice Valmorbida, Anderson Fernando Wamser e Guilherme Mallmann.

Compartilhar

Newsletter Cultivar

Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura

acessar grupo whatsapp