Após foco de greening, RS vistoria mais de 500 imóveis

Ações incluem erradicação de plantas e monitoramento em áreas vizinhas

18.06.2026 | 16:02 (UTC -3)
Elstor Hanzen, edição Revista Cultivar

Após a confirmação do primeiro foco de greening (HLB) no Rio Grande do Sul, uma força-tarefa mobilizada pela Secretaria da Agricultura e pelo Ministério da Agricultura (Mapa) já vistoriou 522 imóveis e erradicou 201 plantas cítricas em Palmitinho, no Médio Alto Uruguai. As equipes tem atuado para conter a disseminação da doença por meio da eliminação de plantas infectadas, do controle do inseto vetor e do monitoramento das áreas vizinhas ao foco. 

Em apresentação do panorama da situação na Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo, o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria de Agricultura, Ricardo Felicetti, destacou que o protocolo de emergência foi colocado em prática imediatamente após a confirmação da doença. 

Os trabalhos de fiscalização e erradicação no raio de 500 metros ao redor do foco já foram concluídos, enquanto as ações na área de monitoramento de 2,4 quilômetros estão em fase final. A próxima etapa prevê a possível ampliação da vigilância para municípios vizinhos, com o objetivo de identificar precocemente eventuais ocorrências.

As ações seguem as diretrizes do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Huanglongbing (PNCHLB). O principal alvo é o psilídeo Diaphorina citri, inseto responsável pela transmissão da bactéria associada ao greening.

Panorama atualizado

Até esta quarta-feira (17/6), as equipes haviam vistoriado 42 imóveis localizados no raio de 500 metros ao redor da propriedade onde a doença foi identificada. Nesse perímetro, foram erradicadas 178 plantas, realizadas 100 coletas de material para análise laboratorial e inspecionadas outras 217 plantas sem sintomas da doença.

Já no raio ampliado de 2,4 quilômetros, foram vistoriados 480 imóveis. As equipes coletaram 70 amostras para análise e identificaram 13 propriedades com necessidade de erradicação de árvores cítricas, totalizando a eliminação de 23 plantas.

Segundo Felicetti, a grande quantidade de plantas cítricas encontradas em áreas urbanas levou à ampliação das ações de vigilância. “Como vimos muitas plantas cítricas nos pátios das residências, optamos por ampliar o monitoramento na área urbana e, nas próximas semanas, faremos novas prospecções na área rural”, afirmou.

O superintendente do Mapa no Rio Grande do Sul, José Cleber Dias de Souza, ressaltou que a situação está sob controle e que não há motivo para alarmismo. Segundo ele, as equipes estaduais e federais permanecem mobilizadas e atuam de forma coordenada para conter o foco identificado em Palmitinho.

“Temos estrutura e pessoal trabalhando na contenção da doença. O Ministério mantém convênios e ações conjuntas com a Seapi para fortalecer a defesa sanitária vegetal do Estado, e todos os protocolos estão sendo seguidos de forma sistemática”, afirmou.

Considerado uma das principais ameaças à citricultura mundial, o greening não tem cura. A doença compromete a produtividade, reduz a qualidade dos frutos e pode levar à morte das plantas. Por isso, a rápida identificação e eliminação dos focos são consideradas medidas essenciais para proteger os pomares gaúchos.

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