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Frio persiste com risco de geada no Sul e Sudeste; Região Norte tem alerta para chuvas intensas
A semeadura do trigo alcançou 59,5% da área prevista no país, impulsionada pelas condições favoráveis de umidade e pelas temperaturas mais baixas registradas nas principais regiões produtoras. Os dados constam no Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta semana.
No Rio Grande do Sul, a retomada da umidade do solo após as chuvas favoreceu o avanço dos trabalhos, especialmente na metade Leste do estado. As áreas já implantadas apresentam bom desenvolvimento vegetativo, enquanto as lavouras mais adiantadas iniciam o perfilhamento. No Paraná, predominam áreas em desenvolvimento vegetativo, beneficiadas pela boa umidade do solo e pelo clima mais frio.
Em Santa Catarina, a semeadura segue avançando no Oeste e Extremo Oeste, enquanto em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia as lavouras apresentam desenvolvimento considerado satisfatório. Em Minas Gerais, as chuvas recentes levantam preocupação quanto à qualidade do trigo de sequeiro em fase de maturação.
A colheita do milho segunda safra atingiu 6,7% da área cultivada no país. Em Mato Grosso, principal produtor nacional, os trabalhos avançam com produtividades acima das estimadas inicialmente. Em Mato Grosso do Sul, a colheita começou na região Sul, também com bons resultados.
No Paraná, a operação se aproxima do início e as lavouras apresentam, em sua maioria, boas condições. Já em Goiás, as perdas provocadas pela escassez de chuvas são consideradas irreversíveis em parte das áreas.
Em Minas Gerais, o desempenho das lavouras irrigadas contrasta com o das áreas de sequeiro, que sofreram impactos do déficit hídrico. No Pará, a colheita avança com boas produtividades nos polos da BR-163 e de Redenção, embora o excesso de chuvas tenha causado erosões e perdas pontuais na região de Santarém.
A colheita do milho primeira safra chegou a 90,4% da área plantada. Os trabalhos já foram concluídos em Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Goiás, Minas Gerais e Pará.
No algodão, a colheita alcançou 1,7% da área cultivada no país. Mato Grosso iniciou a retirada das áreas de primeira safra, enquanto na Bahia os trabalhos seguem em ritmo lento e atrasado em relação à temporada passada.
Segundo a Conab, o prolongamento do ciclo baiano, aliado à maior participação de áreas irrigadas e às temperaturas noturnas mais baixas, pode favorecer tanto a produtividade quanto a qualidade da fibra.
Em Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, a colheita também começou, com resultados iniciais considerados satisfatórios. No entanto, a previsão de chuvas em algumas regiões goianas pode comprometer a qualidade da pluma em áreas mais avançadas.
Nas lavouras de feijão segunda safra, as condições climáticas continuam influenciando o ritmo da colheita e a qualidade dos grãos. No Paraná, as chuvas beneficiaram áreas tardias, mas dificultaram a colheita e reduziram a qualidade de parte dos lotes. O estado também registra reflexos das geadas ocorridas nas últimas semanas.
Em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, o excesso de umidade e as baixas temperaturas retardam os trabalhos e provocam perdas de qualidade em áreas colhidas mais tardiamente. Em Santa Catarina, apesar das condições climáticas adversas, a colheita avança para a reta final.
Na Bahia, as lavouras seguem em bom desenvolvimento, embora a irregularidade das chuvas tenha causado danos pontuais por estresse hídrico em áreas de sequeiro.
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