Algodão tem alta no mercado e alerta no campo

Incidência de bicudo em MT preocupa, enquanto demanda externa sustenta preços

02.04.2026 | 10:55 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações do Imea

O avanço da safra de algodão no Brasil acende um alerta fitossanitário ao mesmo tempo em que os preços seguem sustentados no mercado. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até 21 de março, 53,9% das lavouras estavam em fase de floração, 28% em formação de maçãs e 18,1% ainda em desenvolvimento vegetativo — estágios mais sensíveis ao ataque de pragas.

Entre os principais riscos está o bicudo-do-algodoeiro, cuja incidência já foi elevada no período pré-safra em Mato Grosso, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A praga pode provocar queda de botões e maçãs, além de comprometer a qualidade da fibra, exigindo manejo rigoroso ao longo do ciclo.

No mercado, os preços seguem em trajetória de alta. Na bolsa de Nova York, o contrato dezembro/2026 avançou 0,88% na última semana, com média de US$ 72,88 por libra-peso. No mercado interno, a pluma em Mato Grosso acompanhou o movimento e subiu 1,18%, sendo cotada a R$ 113,56 por arroba.

As paridades de exportação também registraram valorização na segunda quinzena de março. O contrato julho/2026 atingiu média de R$ 119,88 por arroba, alta de 4,18% frente ao período anterior, enquanto o dezembro/2026 avançou 4,82%, para R$ 128,94 por arroba.

Esse cenário reflete a combinação de demanda internacional aquecida, valorização das cotações externas e influência cambial. Fatores como tensões no Oriente Médio e ajustes nas taxas de juros no Brasil também contribuíram para dar suporte aos preços.

Para as próximas semanas, o mercado deve acompanhar o início do plantio nos Estados Unidos, que pode trazer novos direcionamentos às cotações internacionais da pluma.

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