Agro perde empregos no Brasil, mas avança em São Paulo

Setor fechou abril com saldo negativo no país, enquanto a agropecuária paulista criou 1.011 postos de trabalho

15.06.2026 | 15:58 (UTC -3)
Faesp, edição Revista Cultivar

A agropecuária foi o único grande setor da economia brasileira a registrar retração no emprego formal em abril de 2026, segundo levantamento do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), elaborado com base nos dados do Novo Caged.

No período, o setor contabilizou 97.242 admissões e 105.620 desligamentos em todo o país, resultando em saldo negativo de 8.378 vagas formais. De acordo com a Faesp, o desempenho foi influenciado principalmente pelo encerramento de ciclos sazonais de produção em importantes culturas agrícolas.

A maior redução ocorreu no cultivo de soja, que encerrou o mês com saldo negativo de 5.219 postos de trabalho. Também registraram retração os cultivos de maçã (-2.986 vagas) e laranja (-1.799), além da criação de bovinos para corte, que perdeu 1.120 vínculos formais.

Em contrapartida, algumas atividades ampliaram as contratações. O cultivo de café liderou a geração de empregos, com saldo positivo de 3.163 vagas, impulsionado pela expectativa de uma safra maior que a da temporada anterior. A cana-de-açúcar também apresentou resultado positivo, com 1.407 novos postos, seguida pela produção de ovos, que gerou 350 vagas.

São Paulo na contramão

Diferentemente do cenário nacional, a agropecuária paulista encerrou abril com saldo positivo de 1.011 empregos formais. O estado registrou 20.174 admissões e 19.163 desligamentos no período.

O principal destaque foi o cultivo de cana-de-açúcar, responsável pela criação líquida de 1.593 vagas, reflexo da expectativa de expansão da produção na safra 2026/27. As culturas de milho e café também contribuíram para o resultado positivo, com saldos de 529 e 340 postos de trabalho, respectivamente.

Por outro lado, o cultivo de laranja liderou as perdas de empregos no estado, com saldo negativo de 1.349 vagas. Também registraram retração os serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita (-426) e o cultivo de tomate rasteiro (-141).

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