Atraso na safrinha sustenta reação do milho, avalia Itaú BBA
Chuvas em abril e maio ganham peso, enquanto petróleo e soja apoiam recuperação das cotações
A previsão climática para abril de 2026, divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), indica um cenário de chuvas irregulares no Brasil, com tendência de volumes acima da média em partes das regiões Norte e Nordeste e abaixo do normal em áreas do Centro-Sul. As temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte do país, especialmente na faixa central.
No Norte, a chuva deve ficar acima da média em áreas do Pará, Amazonas, Rondônia, Acre e Tocantins, enquanto Roraima e Amapá tendem a registrar volumes inferiores ao normal. Já no Nordeste, a expectativa é de precipitações acima da média na maior parte da região, com destaque para Maranhão, Piauí e Ceará. Na Bahia, os volumes devem se manter próximos da climatologia.
No Centro-Oeste, a previsão aponta redução das chuvas em áreas de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com volumes próximos da média nas demais localidades. Situação semelhante é esperada no Sudeste, onde predomina a regularidade das precipitações, com exceções pontuais de chuva acima da média no litoral do Rio de Janeiro e em partes de São Paulo.
Na Região Sul, o cenário é misto: enquanto o leste do Paraná e de Santa Catarina pode registrar chuvas acima da média, o centro-sul do Rio Grande do Sul tende a ter volumes abaixo do normal.
As temperaturas devem permanecer elevadas em grande parte do país. Os maiores desvios positivos são esperados no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, com valores que podem superar em até 1,5 °C a média histórica em algumas áreas.
No campo, o cenário climático traz efeitos distintos entre as regiões. No Norte e em parte do Nordeste, a combinação de chuva e temperaturas próximas da média favorece a manutenção da umidade do solo, beneficiando culturas como milho segunda safra, além de perenes e pastagens.
Por outro lado, áreas do Centro-Oeste e do Matopiba podem enfrentar redução da umidade do solo devido à menor frequência de chuvas e ao calor mais intenso, elevando o risco de estresse hídrico nas lavouras, especialmente no milho em fases críticas de desenvolvimento.
No Sudeste, a umidade ainda deve se manter adequada na maior parte da região, favorecendo a cana-de-açúcar e as pastagens, embora áreas pontuais possam sofrer com maior evapotranspiração.
Já no Sul, a tendência de chuvas mais escassas, associada a temperaturas elevadas, pode limitar o desenvolvimento do milho safrinha, prejudicar o estabelecimento das culturas de inverno e dificultar a recuperação das pastagens.
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